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Cobertura: Eleições 2026

TSE desmente fakes bolsonaristas sobre golpe e violência na eleição

Extrema direita inventa plano de facções criminosas e intervenção estrangeira às vésperas da votação, enquanto Lula lidera as pesquisas para a Presidência.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • O TSE desmentiu boatos de ataques de facções criminosas e reforçou a total segurança da votação do primeiro turno.
  • Levantamento do Democracia em Xeque apontou mais de 164 mil postagens com teses conspiratórias sobre embaixadas em apenas um dia.
  • Agregador do UOL confirma Lula na liderança com 40,2% das intenções de voto, superando os 36,8% do senador Flávio Bolsonaro.

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Imagem ilustrativa relacionada ao tema de notícias falsas
mikemacmarketing. Wikimedia Commons · CC BY

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agiu prontamente para desmentir uma onda de desinformação golpista espalhada pela extrema direita nas redes sociais às vésperas do primeiro turno de 2026. As mensagens fraudulentas alegavam falsamente que facções criminosas realizariam ataques em seções eleitorais e sustentavam uma teoria conspiratória de que haveria um plano para fraudar o pleito. A Justiça Eleitoral esclareceu que não existe qualquer ameaça generalizada contra a votação, garantindo a plena tranquilidade do processo democrático.

A movimentação mentirosa ganhou tração após o fechamento temporário de serviços consulares dos Estados Unidos e da embaixada da Austrália no Brasil. Grupos bolsonaristas passaram a usar o episódio para inventar que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Supremo Tribunal Federal estariam tramando um golpe caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vencesse a disputa. Na contramão dos delírios digitais, o agregador de pesquisas do UOL apontava na véspera da eleição a liderança de Lula, com 40,2% das intenções de voto, contra 36,8% do candidato bolsonarista.

Disparo de mentiras e mobilização bolsonarista

Segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque, apenas na sexta-feira (2) foram identificadas 164,8 mil postagens explorando a narrativa de suposta intervenção estrangeira, totalizando 2,2 milhões de interações em plataformas como X e Instagram. As publicações conspiratórias alimentavam a falsa certeza de uma vitória da oposição no primeiro turno e desenhavam um cenário absurdo de guerra civil para justificar tutelas externas.

O discurso mentiroso não ficou restrito a contas anônimas e foi encampado por parlamentares e figuras políticas alinhadas ao bolsonarismo, como o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) e o candidato Jeffrey Chiquini (Novo-PR). O parlamentar paulista chegou a gravar vídeo alegando supostos atentados:

“Ataques terroristas. Esse é o motivo da embaixada dos Estados Unidos e da Austrália terem fechado em Brasília. O que que eles estão prevendo? Que o Flávio vai ganhar a eleição, que o PT vai tentar tocar o terror.” — Paulo Bilynskyj, deputado federal (PL-SP)

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Checagens do projeto Aos Fatos já haviam revelado que também eram falsas as mensagens atribuindo à Polícia Militar de São Paulo a descoberta de planos criminosos ligados ao PCC. Em paralelo, a Polícia Federal realizou operação preventiva coordenada com inteligências estrangeiras e destacou que não encontrou elementos que confirmassem qualquer risco a instalações diplomáticas nem suspeitos ligados a facções.

Pressão externa e defesa intransigente da soberania

A suspensão consular foi comunicada pelos Estados Unidos na quinta-feira (1º), alegando genericamente razões de segurança para fechar postos em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre, sem detalhar ameaças concretas. A atitude ocorreu após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que acompanhava o pleito de perto. A Austrália adotou medida idêntica logo depois.

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Em um país cuja história guarda a memória da ingerência externa que apoiou a ditadura de 1964 — documentada na Operação Brother Sam —, a postura firme da gestão Lula na defesa da soberania nacional ganha ainda mais relevo. Diante das tentativas da extrema direita de desacreditar a apuração e convocar intervenções descabidas, as garantias do TSE e o favoritismo popular de Lula mostram a solidez do povo em decidir democraticamente o próprio futuro.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. aosfatos.orgTeoria conspiratória sobre ‘golpe da esquerda’ ganha força às vésperas do 1º turno
  2. 2. movimentorevista.com.brEUA fecham consulados no Brasil às vésperas da eleição e reacendem alerta sobre interferência