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Cobertura: Eleições 2026

TSE suspende campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná

Ministro Floriano de Azevedo Marques atendeu a pedido da Federação Brasil da Esperança e barrou propaganda e uso de verbas públicas pelo ex-procurador.

BEM10 TV
Redação BEM10 TV

Núcleo editorial

Atualizado em 21 de setembro de 2026

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Em resumo

  • O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, concedeu liminar que proíbe Deltan Dallagnol de praticar atos de campanha, usar recursos públicos e participar de debates.
  • A decisão atende a recurso movido pela Federação Brasil da Esperança e pela Coligação Paraná Para Todos contra o registro concedido pelo TRE-PR.
  • O ministro reiterou que a exoneração antecipada do MPF em 2021 configurou fraude à Lei da Ficha Limpa para escapar de 15 procedimentos disciplinares no CNMP.

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Imagem do Setor de Administração Federal Sul, em Brasília
CNJ. Wikimedia Commons · CC BY-SA

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a campanha de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. Em decisão liminar, o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou a interrupção imediata de atos eleitorais, a proibição de veiculação de propaganda no rádio e na televisão e o bloqueio de repasses dos fundos Partidário e Eleitoral ao ex-procurador, além de impedi-lo de participar de debates até a conclusão do julgamento sobre a validade do seu registro.

A medida cautelar atendeu a recurso apresentado pela Federação Brasil da Esperança e pela Coligação Paraná Para Todos. As entidades recorreram ao TSE após o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) ter deferido o registro de Dallagnol, contrariando o entendimento já pacificado na instância máxima da Justiça Eleitoral sobre a sua situação jurídica.

Fraude à Lei da Ficha Limpa e o risco ao processo eleitoral

Ao fundamentar a decisão, Floriano de Azevedo Marques destacou que o tribunal superior já havia reconhecido expressamente a fraude à lei cometida por Dallagnol ao abandonar o Ministério Público Federal em novembro de 2021. Na ocasião, o ex-coordenador da Operação Lava Jato pediu exoneração para driblar 15 apurações disciplinares em tramitação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), as quais poderiam resultar em demissão ou aposentadoria compulsória.

O ministro sublinhou que uma corte regional não possui competência para superar um precedente estabelecido pelo TSE sobre os mesmos fatos. Segundo a decisão, manter a campanha ativa criaria distorções irreparáveis na eleição para o Senado no Paraná, mobilizando recursos estatais indevidos e induzindo o eleitorado a erro antes do veredito final do plenário.

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Ressalte-se que, ao tempo da exoneração, todos esses procedimentos estavam em processamento, sem nenhum elemento indicativo de que seria proferida decisão absolutória ou favorável ao candidato. Ao contrário, a expectativa àquela época era de efetiva aplicação das penalidades de demissão ou aposentadoria compulsória. Floriano de Azevedo Marques, ministro do Tribunal Superior Eleitoral

Reação da defesa e próximos passos no plenário

Em nota, a assessoria jurídica de Deltan Dallagnol comunicou que recorrerá da liminar e sustentou que o processo transcorria sob sigilo, sem intimação prévia do candidato antes da concessão da tutela de urgência. Em manifestações públicas, o ex-parlamentar recorreu a ataques a ministros para contestar o histórico de decisões contrárias aos seus pleitos.

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A liminar segue agora para referendo dos sete ministros que compõem o plenário do TSE. A atuação firme dos partidos progressistas assegura que as regras de controle democrático e integridade do pleito prevaleçam contra manobras oportunistas da extrema direita paranaense.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. diariodocentrodomundo.com.brTSE suspende atos de campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná
  2. 2. cartacapital.com.brTSE suspende candidatura de Dallagnol ao Senado
  3. 3. iclnoticias.com.brTSE suspende candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná - ICL Notícias
  4. 4. poder360.com.brTSE suspende campanha de Dallagnol ao Senado