Vídeo expõe contradições de Flávio sobre Dark Horse
Gravação que circula nas redes resgata versões conflitantes do senador sobre elo com banqueiro e financiamento de documentário investigado pela PF.

Núcleo editorial
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
O discurso de retidão moral do clã Bolsonaro voltou a ruir nas redes após um trecho de entrevista escancarar as sucessivas versões apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o financiamento do filme Dark Horse, documentário laudatório sobre seu pai, Jair Bolsonaro. O vídeo foi compartilhado no X pelo comunicador Antonio Tabet, que ironizou a hipocrisia de setores da direita que tentam arrotar virtudes enquanto apoiam o parlamentar.
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Na gravação original, durante participação no podcast Inteligência Ltda, o candidato ao governo de Santa Catarina Marcelo Brigadeiro (Missão) enumerou a dança de versões do senador, afirmando categoricamente que o filho do ex-presidente mudou sua narrativa nada menos que doze vezes ao tentar se desvencilhar de Daniel Vorcaro e das apurações em torno do Banco Master.
Entre os episódios lembrados, Flávio começou negando qualquer ligação: garantiu que jamais tivera contato com Vorcaro logo após seu número aparecer no aparelho do banqueiro. Pouco depois, precisou admitir que o conhecia e que havia negociado com ele. Ao ser questionado sobre o dinheiro para a produção cinematográfica, esbravejou contra a imprensa:
É mentira. De onde é que você tirou isso, pô? É mentira, pelo amor de Deus! — Flávio Bolsonaro, senador (PL-RJ)
Horas após o chilique, o próprio senador recuou e reconheceu que Vorcaro bancara a obra. As inconsistências financeiras foram se acumulando conforme documentos perderam o sigilo, como noticiou o Diário do Centro do Mundo. Em maio, Flávio sustentou que o último aporte havia ocorrido naquele mesmo mês, mas dados do Coaf desmentiram a versão ao apontar uma remessa de US$ 1,6 milhão em setembro de 2025 — repasse liberado poucos dias após o próprio senador cobrar parcelas diretamente a Vorcaro.
A desculpa protocolar de Flávio ao ser confrontado com a descoberta foi repassar a responsabilidade, alegando não tratar de assuntos financeiros e orientando a imprensa a procurar a produtora. A evasiva ruiu diante de mensagens em poder dos investigadores, que revelam que era ele quem cuidava diretamente das cobranças do projeto. Hoje, o financiamento de dezenas de milhões de reais é formalmente apurado pela Polícia Federal sob suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
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Fontes desta notícia
A publicação original comprova o que foi dito. As demais fontes verificam contexto e alegações.
