Zanin nega liminar para forçar abertura da CPI do Master no Senado
Ministro apontou ausência de prova de omissão da Mesa Diretora do Senado em pedido impetrado por Alessandro Vieira em meio a disputas eleitorais.

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Em resumo
- Cristiano Zanin rejeitou pedido liminar por falta de prova pré-constituída sobre suposta omissão da Presidência do Senado.
- O Congresso soma sete requerimentos sobre o Banco Master, tema que a oposição tenta explorar politicamente contra as instituições.
- Para abrir uma CPI, é necessário apoio de ao menos um terço dos parlamentares, fato determinado e leitura do requerimento em sessão.
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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liminar que pretendia obrigar a Presidência do Senado a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master. A solicitação havia sido impetrada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Ao analisar o mandado, o magistrado concluiu que o parlamentar não comprovou a existência de uma omissão inconstitucional cometida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo a decisão, o pedido não detalhou a tramitação interna nem a conduta da Mesa Diretora diante dos diversos requerimentos protocolados sobre o mesmo caso.
Falta de prova de omissão e respeito ao rito legislativo
Zanin destacou que a jurisprudência da Corte exige demonstração inequívoca de irregularidade administrativa antes de qualquer interferência judicial nos trabalhos do Legislativo. O próprio autor do mandado havia reconhecido a apresentação de um requerimento prévio sobre o tema, sem esclarecer a ordem dos procedimentos na Casa.
Em casos dessa natureza, já decidi que o impetrante, ao afirmar ato omissivo contra presidente da Casa Legislativa, deve trazer prova pré constituída e inequívoca da omissão inconstitucional imputada à autoridade pública. — Cristiano Zanin, ministro do Supremo Tribunal Federal
Vieira criticou o despacho e afirmou que apresentará novos esclarecimentos ao STF para tentar viabilizar a comissão, sustentando que a ausência de resposta da presidência seria pública e reiterada.
Disputa política e o uso eleitoral de comissões
As manobras para acelerar CPIs ganharam intensidade após tensões no Judiciário, incluindo a suspensão de análises sobre o envio de 52 mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes e controvérsias envolvendo André Mendonça. Enquanto setores da extrema direita tentam desgastar as instituições e converter o caso em palanque, a cúpula parlamentar vinha segurando a tramitação.
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Pelas regras constitucionais, a criação de uma CPI exige assinatura de um terço dos membros da respectiva Casa, delimitação de fato determinado e prazo certo, além da necessária leitura formal do requerimento em plenário para que o colegiado comece a funcionar.
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Fontes desta notícia
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