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Quatro motivos para votar em Lula: o futuro do Supremo Tribunal Federal

O voto para presidente tem que pensar nas estruturas democráticas do nosso país.

Dimitri Sales
Dimitri Sales

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Dimitri Sales, colunista da BEM10.TV.
Dimitri Sales, colunista da BEM10.TV. — Divulgação / Dimitri Sales. bem10.tv · Reprodução

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

Transcrição da fala de Dimitri Sales em vídeo publicado em 2 de outubro de 2026. A pontuação e os parágrafos foram ajustados para leitura, preservando o conteúdo e a linguagem do autor.

Este vídeo foi publicado antes do primeiro turno. As referências a “próximo domingo” e ao dia 4 de outubro pertencem à gravação original.

Quatro motivos para você votar em Lula. Eu sou Dimitri Sales, advogado, professor universitário, e eu trago aqui quatro motivos para você votar em Lula. São eles, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Luiz Fux. Tá, eu sei que isso não é nenhum atrativo, não é nenhum presente que se dê a alguém, mas a saída desses ministros do Supremo Tribunal Federal representa um risco para a democracia, e é sobre isso que eu quero falar.

O Supremo Tribunal Federal é a nossa corte constitucional. A Constituição atribuiu ao STF a função de concretizar direitos fundamentais, direitos, inclusive, que sejam controversos na sociedade, mas que têm garantia constitucional. Por exemplo, as uniões entre pessoas do mesmo sexo. Só em 2011, casais formados por gays ou por lésbicas passaram a ser juridicamente reconhecidos e protegidos.

Foi uma decisão do Supremo Tribunal Federal que assegurou cerca de 87 direitos que casais heterossexuais tinham, mas que eram negados aos casais homoafetivos. A Lei Maria da Penha. Havia uma controvérsia quando a lei foi criada. Havia um juiz em Minas Gerais que dizia que era uma lei diabólica, porque tornavam mulheres mais poderosas do que homens, e não tem nada a ver.

O Supremo garantiu a constitucionalidade dessa norma, que é a nossa principal arma de enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio. A Lei Maria da Penha tem salvado a vida de milhares de mulheres. Uma outra decisão foi a Lei de Biossegurança. Havia uma controvérsia sobre a possibilidade de estudos com células-tronco embrionárias. Se era possível criar embriões para extrair as células-tronco embrionárias, para fazer pesquisas, por exemplo, que gerariam a cura de doenças, como o câncer, poderiam gerar a volta, a mobilidade de pessoas com deficiência.

E o Supremo, numa decisão, inclusive, bastante polêmica, decidiu pela constitucionalidade desse artigo da Lei de Biossegurança. O Supremo tem a função de equilibrar as relações entre os poderes. E agora o Supremo passa por um dilema. Quatro ministros, Roberto Barroso já saiu, e os outros três, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Luiz Fux, se aposentarão nos próximos quatro anos.

Se o presidente eleito for o Flávio Bolsonaro, imagine ele nomeando quatro jovens ministros extremamente bolsonaristas ou extremamente evangélicos. A questão não está na religião. A questão está na postura, na compreensão macro da sociedade. Os dois ministros que lá estão, indicados por Bolsonaro, se somarão aos outros quatro, formando maioria. Uma maioria que poderá durar muitos anos, colocando em risco a essência do Estado Democrático de Direito, revogando direitos conquistados, impedindo o avanço civilizatório em torno de outros temas, moralmente controversos, mas constitucionalmente assegurados, e que cabe ao Supremo garanti-los para que todos nós possamos ter direitos plenos no nosso país.

A escolha do presidente do Brasil no próximo domingo não é só uma escolha sobre a minha ideologia, sobre gostar ou não gostar deste ou daquele presidente. É uma escolha de compromisso com o Estado Democrático de Direito, com o Estado que garanta direitos para todas as pessoas. Não é possível que a gente continue a ter ministros comprometidos com processos corruptos e que se colocam lá como moleques de recado da extrema-direita brasileira.

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O voto para presidente não pode ser um voto que foque só no meu desejo pessoal, mas tem que ser um voto que pense nas estruturas democráticas do nosso país, na institucionalidade da Constituição de 88, que é uma institucionalidade democrática. Mas para parar do juridiquês, o que está em jogo é saber se a gente vai ter um país para todos ou não.

A gente sabe que é difícil escolher ministros para o Supremo. Nem todos os indicados, a gente concorda, mas a gente sabe que a escolha para presidente nessas eleições do próximo domingo pode decidir sobre o futuro do nosso país. Para evitar que o Supremo Tribunal Federal perca a sua essência, para evitar que o Supremo deixe de cumprir a sua função mais honrosa, que é garantir direitos, vote Lula presidente por um país de direitos para todos, Lula presidente e vote no time de Lula.

Um grande abraço.

Assista ao vídeo original de Dimitri Sales no Instagram.

Nota da redação

A referência às quatro vagas é uma avaliação do colunista sobre a composição futura do STF; indicações dependem também da aprovação do Senado. Sobre a Lei de Biossegurança, o julgamento tratou do uso, sob condições legais, de embriões produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no procedimento, conforme o registro do STF sobre a ADI 3510. A fala sobre possíveis resultados de pesquisas expressa uma expectativa, não uma promessa de cura.

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