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Cobertura: Geopolítica

Amorim rebate Trump e aponta que tentativa de fraude partiu da Meta

Assessor especial e Alckmin enquadram falas do líder dos EUA após reeleição histórica de Lula e denunciam bloqueios promovidos pela gigante digital.

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Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • Celso Amorim chamou de contraditória a fala de Donald Trump e afirmou que a tentativa real de interferência partiu da Meta ao limitar a campanha de Lula.
  • Lula garantiu virada histórica nas urnas com 51,79% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro por uma margem de mais de 4,4 milhões de votos.
  • Questionamento bolsonarista sobre votação após as 17h envolveu apenas 35 mil eleitores em locais abertos por decisão solicitada por ambas as campanhas.

4 min de leitura

Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva reunidos durante a cúpula da Asean no Centro de Convenções de Kuala Lumpur, Malásia
Presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva durante cúpula da Asean em Kuala Lumpur, na Malásia, em 2025 — The White House. Wikimedia Commons · domínio público

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O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, rebateu categoricamente nesta segunda-feira (26) as declarações de Donald Trump que tentaram lançar suspeitas sobre o pleito brasileiro. Trump, sem apresentar nenhuma prova, chegou a dizer que a disputa "pareceu mais uma eleição fraudada", ao mesmo tempo em que declarou ter apreço pessoal por Luiz Inácio Lula da Silva. Em resposta direta, o diplomata brasileiro apontou que o presidente norte-americano está mal informado e indicou onde de fato existiram manobras para prejudicar a soberania popular: na conduta das plataformas digitais.

"Ele [Trump] está mal informado. Declaração contraditória, depois diz que gosta do Lula. Quem tentou fraudar a eleição foi a Meta, obstruindo e restringindo as nossas colocações. Só se ele está se referindo à Meta." Celso Amorim, assessor especial da Presidência

A reação de Amorim, registrada pelo Brasil 247, conecta-se às ações formais movidas pela campanha de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A coligação progressista denunciou que a gigante de tecnologia impôs barreiras e reduziu deliberadamente a circulação e o alcance de conteúdos favoráveis a Lula nas redes Facebook, Instagram e WhatsApp, em proveito de seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). A corporação nega qualquer interferência, mas o bloqueio sistemático denunciado diante da Justiça marcou a etapa final da corrida eleitoral.

O vice-presidente Geraldo Alckmin também enquadrou o comentário vindo de Washington. Em entrevista repercutida pelo Diário do Centro do Mundo, Alckmin classificou a manifestação do republicano como "totalmente equivocada" e defendeu o respeito internacional às decisões do eleitorado brasileiro. "Primeiro não se interfere na política de outro país. Essa é uma regra basilar. Segundo, não tem nenhum referencial para dizer isso. Aliás, o Brasil é um exemplo para o mundo de urna eletrônica, de segurança jurídica", destacou o vice-presidente.

Amorim já havia afirmado mais cedo que o Brasil se posiciona com dignidade perante a comunidade internacional e não depende de aval externo para certificar a vontade de seu povo: "Não somos colônia. Somos uma fortaleza da democracia progressista da América Latina", enfatizou o embaixador em fala detalhada pela Revista Fórum.

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O desespero da extrema direita derrotada

A narrativa levantada por Trump ecoa o discurso do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, que declarou não reconhecer o resultado oficial e prometeu acionar a Justiça para anular o pleito. A contestação bolsonarista se apoia na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que permitiu o funcionamento excepcional até as 19h de seções que já estavam abertas com filas.

O expediente adotado pelo STF atendeu a requerimentos de ambas as candidaturas, como documenta a cobertura do G1. A campanha petista apontou gargalos de transporte público em nove estados para assegurar o direito de voto aos trabalhadores, enquanto os próprios advogados de Flávio Bolsonaro solicitaram a dilatação do horário em áreas atingidas por fortes temporais. Além de a medida ter beneficiado eleitores de ambos os lados, os dados oficiais do TSE desmantelam qualquer tese de impacto: apenas cerca de 35 mil pessoas votaram após as 17h, contingente irrisório diante da ampla vantagem de mais de 4,4 milhões de votos construída pela liderança de Lula.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comCelso Amorim rebate Trump: “quem tentou fraudar a eleição foi a Meta”
  2. 2. diariodocentrodomundo.com.brGoverno Lula reage a Trump após insinuação de fraude nas eleições
  3. 3. revistaforum.com.brCelso Amorim reage à declaração de Trump sobre as eleições brasileiras: “É contraditório” - Revista Fórum
  4. 4. g1.globo.comAmorim rebate Trump e diz que Meta que tentou fraudar eleição | G1