Campanha de Flávio já cozinha bala de prata e fofocas pra fugir de respostas na Globo
Campanha bolsonarista escala Deltan Dallagnol e condiciona quebra de sigilo a devassa contra Lula às vésperas de confronto na TV.

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Em resumo
- A campanha de Flávio Bolsonaro condicionou no TSE a entrega de dados bancários à apresentação prévia de registros da gestão Lula.
- O senador eleito Deltan Dallagnol foi escalado pela chapa do PL para vasculhar documentos e explorar menções a Roberta Luchsinger.
- A tentativa de ressuscitar acusações de Daniel Vorcaro esbarra no arquivamento da delação pela PGR e nos R$ 60 milhões dados ao clã rival.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
A cartilha do bolsonarismo em reta final de campanha nunca decepciona pela falta de previsibilidade: diante do constrangimento de ter que mostrar de onde vêm e para onde vão os próprios recursos, a ordem é improvisar cortinas de fumaça. Às vésperas do debate na TV Globo, a equipe de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu que só cumpre determinações de transparência se puder, antes, bisbilhotar a vida alheia.
Em entrevista coletiva concedida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a advogada da campanha do PL, Maria Claudia Bucchianeri, explicitou o jogo de empurra ao condicionar a apresentação dos dados bancários do senador à entrega integral de documentos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Se eles trouxerem tudo, a gente traz", disparou a defensora, deixando claro que a transparência da chapa de extrema direita funciona sob regime de chantagem processual.
O retorno dos operadores do espetáculo
Para tentar dar verniz de investigação a uma tática puramente diversionista, o comitê de Flávio escalou uma velha peça de propaganda udenista: o ex-procurador e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR). Conhecido nacionalmente por seus infames powerpoints sem materialidade, Deltan foi incumbido de escarafunchar registros financeiros e levantar suspeitas sobre Roberta Luchsinger e repasses ao chefe de gabinete da Presidência.
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A estratégia de constranger o governo com a pauta de costumes e insinuações requentadas tenta afastar do palco os resultados concretos da gestão de Lula, que recuperou políticas públicas, estabilizou a economia e colocou o combate à fome no centro da mesa.
A contradição milionária de Vorcaro
O mesmo apetite por intrigas move a tentativa da tropa de choque de Flávio de ressuscitar relatos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No anexo de uma delação sumariamente descartada pela Procuradoria-Geral da República por absoluta falta de provas, o financista tentou emplacar a tese de pagamentos irregulares vinculados a um documentário internacional sobre o líder petista.
O que o roteiro da campanha do PL convenientemente esquece de avisar ao eleitor é que a PGR barrou a manobra justamente por não haver indícios reais, enquanto o próprio Vorcaro admitiu, em gravações, ter despejado mais de R$ 60 milhões para patrocinar Dark Horse, a produção chapa-branca estrelada por Jair Bolsonaro. Ao tentar lançar lama na imagem de Lula, Flávio apenas cutuca a própria teia de financiamentos nebulosos que cerca sua família.
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