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Cobertura: Política brasileira

Em sua última eleição, Lula exalta mobilização popular e denuncia bilionários que bancam extrema direita

No artigo "O Brasil está pronto para mais", presidente destaca a retomada das ruas em defesa dos direitos sociais e alerta contra o atraso financiado por elites econômicas e plataformas digitais.

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Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, Lula declarou que a disputa de 2026 é sua última eleição e exaltou o retorno da mobilização do povo nas ruas.
  • O presidente defendeu conquistas do governo como Bolsa Família e Pé-de-Meia, denunciando que a extrema direita é patrocinada por bilionários transnacionais.
  • Na véspera da votação, a extrema direita apostou em discursos de 'guerra espiritual' e armações digitais condenadas pela Justiça Eleitoral.

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Imagem da reportagem de brasil247.com: Quaest também aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro na última pesquisa antes da eleição
Reprodução de brasil247.com. Confira a autoria na fonte. — brasil247.com · Reprodução

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

Na véspera da votação presidencial de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a campanha marcou a retomada da mobilização do povo brasileiro nas ruas e declarou que este pleito encerra seu ciclo eleitoral como candidato. Em artigo intitulado "O Brasil está pronto para mais", divulgado na Folha de S.Paulo neste sábado (24), Lula enquadrou a disputa como um momento decisivo da geopolítica mundial, confrontando o projeto soberano e popular de seu governo com os interesses de grupos econômicos que financiam o avanço reacionário.

No texto, repercutido pelo Diário do Centro do Mundo, o petista apontou que o pleito brasileiro transcende fronteiras locais em virtude do crescimento da desigualdade global e de uma desordem fomentada por setores que buscam manter privilégios intactos à custa dos trabalhadores.

"Esta é a minha última eleição. Não é uma disputa comum. As eleições do Brasil ganharam destaque na disputa geopolítica do mundo moderno. A desigualdade está crescendo no planeta, e há uma desordem mundial em curso: a extrema direita cresce, patrocinada por um punhado de bilionários transnacionais." Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

O povo nas ruas em defesa dos direitos conquistados

Ao contrastar a presença física da classe trabalhadora com a lógica desumanizadora das redes sociais, o presidente destacou que a eleição de 2026 resgatou a força do contato direto e da mobilização consciente. Para Lula, enquanto pleitos recentes viram os aparelhos digitais tomarem o lugar do diálogo, o povo rompeu a passividade em defesa das transformações consolidadas por seu governo.

"O povo brasileiro foi para a rua dizer que está pronto para mais. Nessa batalha contra o atraso, surge um país que não abre mão de mais oportunidades e mais segurança para as mulheres, de mais futuro para as crianças e de mais qualidade de vida para os idosos", ressaltou Lula em seu artigo. Para o presidente, a resposta ao poderio econômico está na unidade popular: "nada é maior do que a união de um povo. Nós sabemos a força inabalável quando os Silvas se juntam".

O jogo sujo do atraso e a guerra nas redes

A afirmação de Lula ocorre em um cenário no qual a extrema direita, liderada na disputa por Flávio Bolsonaro (PL), aposta em táticas de desinformação digital e manipulação religiosa para escapar do debate concreto sobre o país. Conforme revelou o ICL Notícias, o bolsonarismo estruturou sua campanha em torno de um discurso de confronto que classifica o processo político como uma "guerra espiritual", buscando demonizar adversários por meio de inteligência artificial e cortes fraudulentos em plataformas como Meta e Instagram.

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Essa ofensiva levou à atuação da Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por exemplo, que Pablo Marçal e a empresa Meta retirassem do ar vídeos com declarações falsas e adulteradas atribuídas a Lula sobre religião, sob pena de multa diária, acolhendo representação da coligação Brasil Pronto pra Mais. Episódios semelhantes ocorreram em outros momentos da pré-campanha e do período oficial, envolvendo peças criadas por inteligência artificial pelo próprio diretório partidário da extrema direita.

A estratégia de converter disputas políticas em confronto religioso é alimentada por algoritmos e propaganda emocional persistente, tentando obscurecer o contraste entre os investimentos em políticas públicas e a precarização social herdada de gestões anteriores. Conforme aponta o Iser (Instituto de Estudos da Religião), essa tática busca afastar a avaliação objetiva dos serviços e direitos oferecidos pelo Estado.

Decisão nas urnas e a defesa da soberania

A mobilização popular chega à reta final em um cenário de disputa acirrada. Segundo o levantamento do instituto Quaest, divulgado neste sábado (24), o cenário é de empate técnico, com Flávio Bolsonaro marcando 46% das intenções totais contra 45% de Lula na pesquisa estimulada, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Ao considerar os votos válidos calculados pelo instituto, a divisão atinge 51% a 49%.

Ao concluir seu pronunciamento ao país, Lula reafirmou a centralidade da soberania nacional e da proteção social como o norte que mobilizou milhões de brasileiros ao longo do processo eleitoral. Diante das pressões externas e dos grupos econômicos que financiam o retrocesso, a liderança de Lula chega ao momento da decisão respaldada pela defesa irredutível das condições de vida do povo brasileiro.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comQuaest também aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro na última pesquisa antes da eleição
  2. 2. diariodocentrodomundo.com.brEm sua última eleição, Lula denuncia os bilionários que financiam a extrema direita: "Atraso"
  3. 3. iclnoticias.com.brDa demonização de Lula à guerra espiritual: como a extrema direita mobiliza a fé