Entidades acionam Congresso dos EUA contra manobras da Meta pró-Bolsonaro e Nikolas
Instituto Vladimir Herzog e CTRL+Z denunciam favorecimento algorítmico a Flávio Bolsonaro e restrições ilegais à campanha de Lula na reta final eleitoral.

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Em resumo
- Organizações enviaram carta ao Congresso americano cobrando apuração sobre restrições ao presidente Lula e privilégios algorítmicos a Flávio Bolsonaro.
- Levantamento do NetLab/UFRJ apontou 1.613 anúncios eleitorais ilegais impulsionados no Brasil a partir do exterior, sobretudo dos Estados Unidos.
- Procuradoria-Geral Eleitoral constatou descumprimento de decisões judiciais pela Meta e defendeu aplicação de multa de até R$ 1 milhão por dia.
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O Instituto Vladimir Herzog (IVH) e a organização CTRL+Z acionaram formalmente o Congresso dos Estados Unidos, nesta quarta-feira (21), para que seja aberta uma investigação rigorosa sobre a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. A denúncia aponta a suspeita de favorecimento sistemático à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) em detrimento da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera o projeto de soberania popular no segundo turno das eleições presidenciais.
A iniciativa, noticiada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Brasil 247, reúne um dossiê com queixas de usuários, pesquisas acadêmicas e medidas cautelares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As entidades cobram que os parlamentares americanos investiguem o tratamento desigual imposto pelas ferramentas de inteligência artificial e pelos sistemas de moderação da multinacional, além da conivência com propaganda política paga a partir de contas no exterior.
Algoritmos a serviço do bolsonarismo e restrições a Lula
A CTRL+Z documentou 1.121 queixas de usuários que sofreram sanções arbitrárias, como suspensão de contas e redução de alcance. O bloqueio recaiu pesadamente sobre perfis que apoiam Lula, comunicadores populares e organizações sociais. Ao mesmo tempo, mensagens internas de funcionários da própria Meta revelaram que a conta oficial de Lula foi proibida de impulsionar publicações no Instagram por quase 24 horas, o que impediu o presidente de dialogar com cerca de 1,3 milhão de pessoas em um momento decisivo da disputa.
Outro escândalo exposto pelas entidades envolve a atuação da inteligência artificial da empresa. O laboratório NetLab, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou a circulação de 1.613 anúncios eleitorais impulsionados de fora do país entre julho e setembro de 2026, com origem massiva nos Estados Unidos, além de registros na Itália, México, Bangladesh e Colômbia. As organizações exigem a identificação imediata desses financiadores externos que tentam manobrar a soberania eleitoral brasileira.
PGE constata crime contra isonomia e cobra multas diárias
A ofensiva da sociedade civil coincide com o cerco judicial movido pelas autoridades brasileiras. Conforme noticiado pelo ICL Notícias, o vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa apontou que a Meta descumpriu ao menos cinco ordens do TSE relatadas pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, defendendo a aplicação imediata de multas que alcançam R$ 1 milhão diários.
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O parecer do Ministério Público Eleitoral destaca anomalias estarrecedoras na ferramenta Meta AI, que traduziu a crítica popular “Flávio futuro presidiário” para a frase elogiosa em inglês “Flávio future president”, demonstrando viés nas respostas automatizadas. A Procuradoria ressaltou a gravidade desse padrão:
A distinção de resposta a depender da candidatura reduz a credibilidade da alegação de simples falha aleatória e alcança precisamente a manifestação espontânea do eleitor e as métricas dela derivadas.
Além disso, enquanto o gerador de imagens da plataforma se negava a estampar o número 13 do presidente Lula em pedidos com figuras ficcionais, o número 22 do adversário de extrema direita era gerado livremente pelo sistema.
Conexões com Washington e a defesa da soberania popular
A crise institucional da Big Tech ocorre no mesmo instante em que Joel Kaplan, diretor global de políticas públicas da empresa e historicamente ligado ao Partido Republicano e a Donald Trump, comunicou sua saída do cargo após 15 anos, conforme registrou o Diário do Centro do Mundo. Kaplan foi o principal articulador da aproximação entre Mark Zuckerberg e os setores da direita americana.
Em resposta às tentativas de desestabilização e tutela estrangeira sobre o voto brasileiro, o Instituto Vladimir Herzog também levou as denúncias a representantes diplomáticos de sete embaixadas e da União Europeia, alertando sobre os riscos de agressões ao resultado das urnas. Ao denunciar os abusos corporativos no Brasil e no exterior, as forças progressistas e a campanha de Lula reafirmam o compromisso inegociável com a soberania do voto e a higidez do processo democrático contra qualquer interferência imperialista.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. brasil247.comEntidades brasileiras acionam Congresso dos EUA por suspeitas de favorecimento da Meta a Flávio Bolsonaro
- 2. diariodocentrodomundo.com.brChefe da Meta ligado a Trump sai em meio a denúncias de favorecimento a Flávio no Brasil
- 3. iclnoticias.com.brMP aponta que Meta descumpriu ordens do TSE e cobra multa de até R$ 1 milhão por dia
