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Cobertura: Geopolítica

Trump enfrenta desaprovação de 66% e deve perder o Congresso dos EUA

Com votação antecipada em curso, desgaste gerado por inflação e guerra contra o Irã ameaça maioria republicana na Câmara e no Senado.

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Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • Pesquisa Reuters/Ipsos aponta 66% de desaprovação a Donald Trump, em meio à carestia e aos impactos da guerra com o Irã.
  • A votação antecipada começou em estados como o Texas, onde o democrata James Talarico ameaça a hegemonia republicana ao Senado.
  • Com gastos previstos acima de US$ 15 bilhões, a disputa renova todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 vagas no Senado.

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Donald Trump fala durante coletiva de imprensa realizada na Trump Tower, em Nova York
Donald Trump durante entrevista coletiva na Trump Tower, em Nova York — David Shankbone. Wikimedia Commons · CC BY-SA

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

As eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos entram na reta decisiva sob forte pressão popular contra o governo de Donald Trump. Marcado oficialmente para 3 de novembro, o pleito já conta com votação antecipada em estados como Texas, Alasca, Arkansas, Connecticut, Carolina do Sul e Colorado, conforme apurou o portal Metrópoles. O processo eleitoral coloca em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e o comando de governos em 36 estados.

O cenário político aponta para uma dura resposta das urnas à gestão da extrema direita. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta semana indicou uma desaprovação de 66% a Trump — índice recorde na série histórica de seus dois mandatos —, enquanto a aprovação caiu para 31%, abaixo da marca registrada pelo antecessor Joe Biden, de acordo com informações do g1.

Carestia e intervenções externas abalam a base conservadora

A insatisfação popular decorre diretamente do aumento no custo de vida, da inflação persistente e dos efeitos econômicos das agressões militares externas. Em julho, a liderança republicana aprovou na Câmara uma dotação de US$ 95 bilhões para custear as ações de guerra contra o Irã, medida viabilizada por uma margem apertada de 216 a 214 votos, conforme registrou a CNN Brasil. O contraste entre o envio bilionário de verbas bélicas ao exterior e as dificuldades econômicas da classe trabalhadora pesou na avaliação do governo.

Além dos preços e dos combustíveis em alta, a intensificação das operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) ampliou o desgaste social da Casa Branca. Atualmente, os republicanos mantêm maiorias estreitas: ocupam 218 cadeiras na Câmara (contra 214 dos democratas, com duas vagas abertas e um independente) e 53 no Senado (contra 47 democratas e independentes alinhados). O levantamento Reuters/Ipsos aponta que 47% dos eleitores pretendem escolher candidaturas democratas para a Câmara, ante 35% de preferência republicana.

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Disputa simbólica no Texas e manobras nos distritos

O termômetro do enfraquecimento republicano aparece no Texas, histórico bastião conservador que não elege um senador democrata desde 1988 nem um representante estadual do partido desde 1994. O deputado estadual democrata James Talarico lidera as sondagens para o Senado contra o atual procurador-geral Ken Paxton, aliado direto de Trump. Mesmo com três visitas presenciais do presidente ao estado para estancar perdas, a base de extrema direita dá sinais de fratura diante do apelo de Talarico junto a eleitores independentes e trabalhadores frustrados.

Para frear a derrota projetada, Trump tentou alterar regras e redesenhar mapas eleitorais. O Partido Republicano promoveu redistritamento no Texas, Flórida, Alabama, Louisiana, Carolina do Norte, Ohio e Tennessee visando reduzir áreas competitivas, movimento que gerou contraofensiva democrata na Califórnia. Trump também buscou barrar o voto pelo correio sob alegações infundadas de fraude, mas a Suprema Corte manteve suspensa uma norma restritiva do Serviço Postal às vésperas da votação.

A disputa caminha para ser a mais cara da história norte-americana, superando US$ 15 bilhões em despesas de campanha, impulsionada pelo anúncio recente de Trump de injetar US$ 400 milhões em candidaturas correligionárias. Se as projeções se confirmarem com a vitória democrata nas duas Casas, o Executivo perderá a facilidade de aprovar pautas de arrocho e enfrentará instrumentos ampliados de investigação parlamentar e fiscalização popular sobre seus atos.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. metropoles.comEUA: Texas e outros estados dão início às eleições de meio de mandato
  2. 2. g1.globo.comEleições de meio de mandato nos EUA: quando serão as midterms? | G1
  3. 3. webradiocristalmix.com.brEleições de meio de mandato nos EUA: saiba tudo sobre as midterms 2026 | G1 - Web Rádio Cristal Mix
  4. 4. cnnbrasil.com.brPor que toda a Câmara dos EUA será renovada na Eleição de Meio de Mandato? | CNN Brasil