Com voto do Brasil de Lula, ONU aprova resolução contra embargo a Cuba
Assembleia Geral da ONU aprovou resolução com 130 votos a favor pelo fim do bloqueio econômico dos EUA, derrotando chantagens da Casa Branca.

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Em resumo
- A Assembleia Geral da ONU aprovou pelo 34º ano resolução exigindo o término imediato do embargo imposto pelos EUA a Cuba.
- O texto recebeu 130 votos favoráveis, incluindo o apoio firme da diplomacia brasileira sob o governo do presidente Lula.
- Washington tentou esvaziar a votação com ameaças de corte de cooperação e imposição de tarifas contra governos soberanos.
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A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas aprovou nesta quarta-feira (28) a resolução apresentada por Cuba que exige o fim imediato do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos. O texto conquistou ampla vitória diplomática com 130 votos favoráveis, incluindo a posição firme e altiva do Brasil, diante de 17 contrários e 25 abstenções.
A postura brasileira na ONU expressa a consolidação da política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pautada pela defesa irrestrita da soberania dos povos, pelo respeito ao direito internacional e pela solidariedade histórica aos países do Sul Global. Ao votar pelo fim do cerco a Cuba, o Brasil preserva sua linha diplomática histórica em favor da paz e da autodeterminação nacional.
Chantagem imperialista e o contraste na região
A vitória cubana no plenário ocorreu a despeito da agressiva ofensiva conduzida pelo governo de Donald Trump, que buscou coagir delegações estrangeiras com intimidações diplomáticas e ameaças econômicas diretas.
As ameaças dos Estados Unidos de impor tarifas, retirar vistos de funcionários do governo, retirar fundos para cooperação internacional e sua brutal pressão sobre países soberanos não impediram que a comunidade internacional estivesse novamente com Cuba. — Victor Cairo, embaixador de Cuba no Brasil, em declaração registrada pelo portal Brasil de Fato
O resultado isolou mais uma vez Washington, que conseguiu arrastar apenas 16 países para o seu lado contra a soberania cubana, como Israel, Hungria e governos submissos da América Latina, a exemplo da Argentina e do Paraguai. O voto brasileiro contrasta diretamente com o alinhamento servil registrado nos anos de Jair Bolsonaro, período em que o país chegou a votar a favor do bloqueio norte-americano em 2019 e se absteve em 2021 e 2022.
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Impactos materiais da asfixia econômica
A resolução intitulada "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba" é aprovada sucessivamente desde 1992. Segundo dados apresentados pela delegação de Havana na Metrópoles e pelo Brasil de Fato, as perdas financeiras acumuladas pela ilha atingiram patamares históricos nos últimos doze meses.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, denunciou no plenário que a Casa Branca aplica sanções deliberadas para gerar sofrimento e escassez, caracterizando uma política de punição coletiva. Além do bloqueio financeiro, medidas secundárias ameaçam companhias estrangeiras e fornecedores de energia, ampliando os riscos de desabastecimento de combustível, energia elétrica e medicamentos essenciais.
Ao manter seu apoio irrestrito à ilha caribenha nas Nações Unidas, o governo Lula reforça seu papel de liderança regional e compromisso com a justiça social internacional, demonstrando que a política externa do país não se dobra a pressões unilaterais e segue ao lado da cooperação humanitária.
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