Aliado afirma que nos EUA Flávio vai liderar a direita e pregará pressão econômica de Trump contra o Brasil
Derrotado por Lula e na mira do STF, senador descumpre ordem judicial e viaja ao território norte-americano, onde trumpista sugere aperto financeiro contra o Brasil.

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Em resumo
- Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos sem entregar os passaportes exigidos pelo STF após a vitória de Lula nas eleições presidenciais.
- O advogado Simón Levy, ligado a Donald Trump, defendeu que Washington aperte a economia brasileira enquanto Flávio lidera oposição no exterior.
- Levy atribuiu o plano de fuga ao secretário de Estado Marco Rubio, mas não apresentou documentos ou detalhes operacionais da suposta articulação.
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Dois dias após ser derrotado nas urnas por Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro (PL) decidiu que o melhor lugar para exercer o tal patriotismo é bem longe das fronteiras brasileiras — e das ordens do Supremo Tribunal Federal. O senador ignorou o prazo limite fixado pelo ministro Alexandre de Moraes para entregar seus passaportes e embarcou rumo aos Estados Unidos. Enquanto despachava aliados com a desculpa esfarrapada de que precisava apenas "esfriar a cabeça", articuladores da extrema direita internacional já desenhavam o verdadeiro roteiro: usar o colo de Donald Trump para tentar constranger e asfixiar a economia do Brasil.
A movimentação foi escancarada pelo advogado mexicano Simón Levy, que se apresenta como aliado de Trump. Em artigo intitulado "Operação Alba", Levy sustentou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deixaria o país para capitanear uma suposta "resistência" em solo norte-americano. Na visão do trumpista, o plano regional da Casa Branca envolveria retaliar governos progressistas e atacar diretamente os cofres brasileiros.
Washington está intensificando suas ações na Venezuela, em Cuba e no México, e apertando o Brasil onde mais dói: no bolso. — Simón Levy, em artigo sobre a ida do senador aos EUA
Do 'esfriar a cabeça' ao desembarque na Flórida
A narrativa de retiro espiritual para lamber as feridas eleitorais ruiu em poucas horas nesta terça-feira (27). Pela manhã, Flávio conversou com o coordenador de sua campanha, Rogério Marinho (PL-RN), limitando-se a dizer que estava descansando a mente, sem responder se continuava em território nacional. Enquanto o núcleo bolsonarista ainda ensaiava como fingir normalidade, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro já confirmava a interlocutores que o enteado havia de fato batido em retirada.
O prazo judicial para que Flávio entregasse os passaportes brasileiro e italiano à Polícia Federal venceu pontualmente às 11h. Com o descumprimento, a corporação cancelou os documentos e passou a rastrear rotas que apontavam voos privados pela Argentina ou escalas em direção a Miami e Dallas.
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A pressa tem explicação matemática e processual. O mandato de Flávio no Senado expira em fevereiro de 2027, momento em que ele perde o foro privilegiado no STF. O parlamentar é alvo de inquéritos por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas, o Banco Master, desvios no INSS e o financiamento da produção cinematográfica Dark Horse. Sem a cadeira parlamentar e diante do sólido resultado das urnas que consagrou o quarto mandato de Lula, a perspectiva de responder à Justiça em primeira instância acelerou o voo da família.
O roteiro da sabotagem desenhado no papel
A desfaçatez ganha contornos de traição explícita na justificativa política dada pelos entusiastas norte-americanos. Simón Levy atribuiu a coordenação direta do plano de fuga ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificando-o como o "cérebro" da operação. Apesar do barulho nas redes sociais, Levy não exibiu um único documento, comprovante de voo ou diretriz oficial do Departamento de Estado que ateste o envolvimento institucional de Rubio.
Da mesma forma, a ideia de constranger o governo Lula por meio de pressões financeiras esbarra na falta de substância prática. O texto do advogado não detalha se a sonhada punição ao povo brasileiro viria por sobretaxas alfandegárias, sanções comerciais ou bloqueios a empresas. Trata-se do tradicional manual da extrema direita: derrotada pela soberania do voto popular, corre aos padrinhos do Norte para implorar que sabotem a estabilidade econômica nacional.
Em reação imediata ao drible judicial, deputados federais do Partido dos Trabalhadores, entre eles Lindbergh Farias e Rogério Correia, acionaram o ministro Alexandre de Moraes exigindo a decretação da prisão preventiva de Flávio Bolsonaro e o acionamento do alerta vermelho da Interpol. Enquanto o governo federal se prepara para conduzir um novo ciclo de crescimento com estabilidade e respeito internacional, o bolsonarismo encerra a disputa presidencial do jeito que sempre atuou: virando as costas às leis brasileiras e torcendo contra a própria população.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. brasil247.comAliado de Trump diz que Marco Rubio arquitetou fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA
- 2. diariodocentrodomundo.com.brFlávio diz a aliado que está “esfriando a cabeça” e não revela paradeiro
- 3. operamundi.uol.com.brFlávio Bolsonaro foge para os Estados Unidos, e governo Trump prepara asilo, diz jornal
- 4. metropoles.com"Operação Alba": aliado de Trump explica qual é o plano com Flávio nos EUA
