Lula lidera ato com mais de 100 mil na Paulista e contesta ações do TSE
Marcha pela Democracia reúne multidão em São Paulo durante o segundo turno; presidente critica suspensão de canal de apoiadores na Justiça Eleitoral.

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Em resumo
- Ato de campanha de Lula reuniu público estimado em 100 mil pessoas na Avenida Paulista neste domingo (11).
- Mobilização pela democracia e direitos sociais seguiu em caminhada do Masp rumo à Praça Roosevelt.
- Lula criticou a suspensão do canal 'Exército do Lula' e anunciou pedido de explicações à Justiça Eleitoral.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste domingo (11) de uma grande manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu um público estimado em cerca de 100 mil pessoas. Batizada de Marcha pela Democracia e também convocada sob o lema "Dia 11, a aula é nas ruas", a mobilização concentrou apoiadores em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) a partir das 11h, seguindo em caminhada em direção à Praça Roosevelt, no centro da capital.
A atividade ocorre no contexto da disputa do segundo turno presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL), período em que partidos progressistas, movimentos sociais, entidades estudantis e coletivos populares intensificam a presença nas ruas. Entre as bandeiras centrais levadas à avenida estavam a defesa da democracia, a valorização da educação pública, a ampliação dos direitos sociais e o combate firme ao racismo, à misoginia e à LGBTfobia.
Reação a restrições na campanha digital
Durante a passagem por São Paulo, Lula reagiu de forma contundente à decisão atribuída ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão do canal digital "Exército do Lula", espaço criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para organizar o apoio à chapa progressista nas redes.
"Eu acho um absurdo. […] Os nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação", afirmou Lula ao anunciar que a campanha recorrerá da medida.
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O presidente pontuou preocupação com decisões que avaliou como desfavoráveis ao processo democrático da sua campanha e defendeu a normalidade das regras eleitorais. "Não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não teria um comportamento civilizado e republicano de permitir que as eleições fluam sem interferência da Justiça", declarou Lula, sustentando que a disputa deve seguir sem intervenções desproporcionais.
Mobilização contínua no centro da capital
A expressiva presença popular nas ruas paulistanas dá sequência às agendas de mobilização social realizadas na capital. No sábado anterior ao primeiro turno, em 3 de outubro, uma caminhada entre a Avenida Paulista e a Praça Roosevelt já havia congregado mais de 100 mil pessoas, segundo estimativas organizativas divulgadas pelo PT, em torno de bandeiras como o fim da jornada 6x1 e a defesa de medidas de proteção aos trabalhadores.
Com a marcha deste domingo, a coordenação da campanha busca consolidar o contato direto com o eleitorado e assegurar a ocupação democrática do espaço público, transformando o engajamento de movimentos sociais e juventude em força decisiva para a etapa final da disputa eleitoral.
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