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Cobertura: Eleições 2026

Netanyahu fica sem maioria e extrema-direita ataca partidos árabes

Com 85% das urnas apuradas, primeiro-ministro não alcança as 61 cadeiras necessárias para governar, enquanto bancada árabe atinge marca histórica de 17 assentos.

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Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • A coligação de Benjamin Netanyahu atinge 54 assentos e a oposição de Gadi Eisenkot soma 49, ambos longe das 61 vagas necessárias.
  • Partidos de maioria árabe conquistam recorde de 17 cadeiras e defendem a construção de uma ampla aliança judaico-árabe.
  • Sem respaldo das autoridades eleitorais, o ministro de extrema-direita Itamar Ben-Gvir pediu a prisão de líderes árabes com acusações infundadas.

3 min de leitura

Imagem da reportagem de rtp.pt: Israel no limbo político. Sem vencedor declarado, partidos ponderam coligações
Ainda com a contagem de votos a decorrer, o que se sabe é que não houve vencedor claro nas eleições em Israel. Nem o bloco do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, nem o principal rival, Gadi Eisenkot, conquistaram as 61 cadeiras do Parlamento necessárias para formar uma maioria. — Reprodução/rtp.pt. Página-fonte

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A contagem de votos das eleições parlamentares em Israel aponta para um cenário de indefinição no qual o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, não conseguiu formar maioria. Com 85% das urnas apuradas nesta quinta-feira (29), nem o bloco governista nem a oposição liderada pelo general da reserva Gadi Eisenkot alcançaram o patamar mínimo de 61 cadeiras no Parlamento, composto por 120 assentos. O grande destaque das urnas é o avanço histórico das legendas representativas da população palestina com cidadania israelense, que agora se tornam o centro das tensões políticas no país.

Segundo informações da Agência Brasil, a coligação de Netanyahu assegura provisoriamente 54 assentos, enquanto o bloco de Eisenkot registra 49 vagas. Por sua vez, as legendas árabes conquistam um número recorde de 17 cadeiras. Diante desse crescimento, a liderança da coalizão de esquerda majoritariamente árabe defendeu publicamente a formação de "uma verdadeira aliança judaico-árabe" para enfrentar o avanço autoritário.

Reação golpista da extrema-direita

Confrontada com o revés nas urnas e com o protagonismo dos cidadãos palestinos, a ala extremista do governo reagiu de imediato com ataques infundados. A legenda do próprio Netanyahu passou a acusar publicamente os partidos de maioria árabe de terem "roubado" o pleito, reproduzindo a retórica hostil cultivada durante a campanha, na qual o premiê repetidamente retratou os palestinos como um suposto perigo interno.

O descontentamento com o resultado culminou em investidas autoritárias vindas do primeiro escalão. O ministro da Segurança Nacional, o extremista Itamar Ben-Gvir, apelou pela prisão dos líderes árabes eleitos com alegações sem sustentação de ingerência estrangeira no processo de votação.

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Fragmentação e prazos para a formação de governo

Apesar da perda da maioria por Netanyahu, o caminho da oposição também é cercado de barreiras políticas. Conforme detalhou a CNN Brasil, o partido Yashar, liderado por Eisenkot, desponta como a maior força opositora, mas precisaria negociar com as bancadas árabes para ultrapassar a linha de 61 deputados. Grande parte dos líderes sionistas de centro e de direita, contudo, hesita ou descarta abertamente compor com legendas palestinas que foram reiteradamente alvos de campanhas racistas.

De acordo com o calendário oficial, a apuração final deve ser concluída nesta sexta-feira (30), com os resultados certificados em 4 de novembro. A partir desse marco, caberá ao presidente Isaac Herzog iniciar rodadas de consultas com todas as bancadas para designar quem terá a primeira oportunidade de formar gabinete, processo que conta com prazo de 28 dias prorrogáveis por mais duas semanas. Caso as negociações fracassem em reunir uma maioria parlamentar, o país pode ser empurrado para uma nova rodada de eleições gerais.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. agenciabrasil.ebc.com.brIsrael: sem vencedor declarado, partidos discutem coligações
  2. 2. rtp.ptIsrael no limbo político. Sem vencedor declarado, partidos ponderam coligações
  3. 3. cnnbrasil.com.brEleição em Israel: Como acontecem as negociações para formação de governo? | CNN Brasil