Operação em SP desmonta rede que vendia remédios falsos contra o câncer
Ação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil cumpre mandados de prisão, bloqueia R$ 15 milhões e interdita sete empresas que lucravam com insumos adulterados.

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Em resumo
- Operação Laziosi prendeu três pessoas em São Paulo e Araraquara por esquema criminoso de distribuição de remédios oncológicos falsificados.
- A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15 milhões e a suspensão das atividades de sete empresas ligadas à distribuidora investigada.
- Medicamentos sem princípio ativo chegaram a ser aplicados em paciente; grupo também forneceu carga roubada para repor produto adulterado.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
Uma ação coordenada entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e a Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Laziosi, mirando uma organização criminosa acusada de comercializar medicamentos oncológicos falsificados e lavar o dinheiro obtido com o esquema. Ao todo, três pessoas foram presas preventivamente, duas em Araraquara e uma na capital paulista, além do cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão.
A ofensiva atingiu endereços em Araraquara, Matão, Marília, Agudos, Mirassol e São Paulo. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores ligados aos investigados e a intermediários, além da suspensão imediata das atividades de sete pessoas jurídicas. As ordens miram interromper um ciclo de fraudes operado por empresas que atuavam sem escrúpulos no mercado da saúde.
Esquema milionário e risco direto a pacientes
Os alvos dos mandados de prisão preventiva são Nalva Braz do Nascimento, apontada como dona e comandante de fato da distribuidora Nacionalfarma; Petter Gabriel Cavalcante Chagas, responsável pelas cotações e articulações com hospitais; e Sharlene Chaves Barbosa, encarregada da gestão financeira e da emissão de notas fiscais fraudulentas por meio de empresas de fachada.
As investigações tiveram início ainda em 2024, quando o laboratório fabricante do imunoterápico Keytruda, voltado ao tratamento de formas graves de câncer, denunciou a venda de um frasco adulterado ao Hospital Igesp, na capital paulista. A análise laboratorial constatou a ausência completa de princípio ativo no produto fornecido pela Nacionalfarma, conclusão depois confirmada pela perícia oficial. Conforme representação do delegado Diógenes Santiago Netto, a busca por lucros ilícitos mira produtos de custo elevado essenciais à sobrevida:
Trata-se de imunoterápico de altíssimo valor de mercado, circunstância que o torna alvo preferencial de fraudes, anota o delegado Diógenes Santiago Netto, em representação encaminhada à Justiça.
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Documentos do Ministério Público indicam que, apenas entre janeiro e novembro de 2024, a distribuidora movimentou mais de R$ 1,5 milhão em notas fiscais de venda do imunoterápico falsificado para compradores de pelo menos sete estados.
Reincidência criminosa e uso de carga roubada
Mesmo após ser alvo da primeira fase da operação no final de 2024, o grupo manteve a atividade ilícita. Em abril de 2025, a Nacionalfarma vendeu nove unidades falsificadas de outro fármaco contra o câncer ao Hospital Unimed de Araras. Uma das doses adulteradas chegou a ser aplicada em um paciente gravemente debilitado.
Em março de 2026, relatórios da Vigilância Sanitária municipal apontavam que a sede da empresa continuava funcionando e que sua responsável criava barreiras para dificultar fiscalizações, cenário reconfirmado em diligência realizada em outubro. A atuação do poder público e das forças de fiscalização demonstra a importância de uma vigilância sanitária fortalecida e da regulação firme do Estado para proteger a população contra esquemas privados que atentam criminosamente contra a vida de pacientes vulneráveis.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. metropoles.comQuem são os 3 presos por esquema de venda de remédios falsos contra câncer
- 2. jornalggn.com.brOperação em SP prende três e mira rede suspeita de vender remédios falsos contra o câncer
- 3. g1.globo.comTrês são presos em operação contra venda de medicamentos falsificados para tratamento de câncer em SP | G1
- 4. estadao.com.brPolícia e Gaeco prendem três por venda de remédios falsos contra o câncer
