PGR pede ao STF suspensão nacional de ações contra proibição de bets
Paulo Gonet solicita sobrestamento nacional para conter decisões divergentes e respaldar a medida provisória que vetou jogos de apostas online.

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Em resumo
- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF a suspensão nacional de processos contra a proibição de apostas online.
- A manifestação visa travar ações contra a MP 1.394/2026, editada pelo governo Lula para proibir o funcionamento das plataformas virtuais.
- O pedido foi encaminhado ao ministro Luiz Fux, relator de quatro processos no STF que contestam a medida protetiva do Executivo.
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, acionou o Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (6) para pedir a suspensão, em todo o território nacional, de todos os processos judiciais que contestam o veto às plataformas de apostas online, as chamadas bets. A medida defendida pela PGR busca resguardar a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que proibiu o funcionamento dessas empresas para proteger a economia popular e estancar a drenagem da renda dos trabalhadores.
No documento enviado à Corte, Gonet argumentou que a multiplicação de decisões liminares em instâncias inferiores autorizando casas de apostas a continuar operando cria grave insegurança jurídica no país. Por isso, a Procuradoria defende que nenhum tribunal tome decisões individuais até que o Supremo firme um posicionamento unificado sobre a controvérsia.
Freio à dispersão jurídica e proteção ao interesse público
A solicitação foi formalizada diretamente ao ministro Luiz Fux, relator de quatro ações que questionam a validade da Medida Provisória 1.394/2026, editada pelo governo federal. A proposta de sobrestamento visa paralisar o andamento de qualquer processo que verse sobre a constitucionalidade do veto presidencial até que o tribunal dê sua palavra final.
“A Procuradoria-Geral da República entende, portanto, ser caso de deferimento da medida excepcional de suspensão de processos, para sobrestar, em âmbito nacional, o trâmite de todos os feitos que tenham por objeto a constitucionalidade da Medida Provisória 1.394/2026, até o julgamento definitivo da controvérsia constitucional pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou Gonet.
A manifestação da PGR ganha força após a Justiça Federal em São Paulo, em decisão de segunda instância proferida na quinta-feira (5), ter derrubado uma liminar que autorizava o funcionamento de três casas de apostas online. O cenário vinha sendo tensionado por decisões conflitantes de magistrados de primeiro grau e por ações de repressão e bloqueio a recursos bilionários ligados a esquemas clandestinos de jogatina virtual.
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Compromisso social e blindagem da economia popular
Ao agir contra a proliferação das plataformas, o governo federal interveio para resguardar a dignidade das populações mais vulneráveis, frequentemente capturadas por esquemas predatórios promovidos pelo mercado de apostas. A resistência imposta pelas empresas por meio de liminares reflete a tentativa do poder econômico de manter seus lucros bilionários acima da saúde financeira coletiva.
Com o pedido da PGR sob análise de Fux, o Supremo Tribunal Federal tem a oportunidade de consolidar a soberania das medidas de proteção social do governo Lula, impedindo que artifícios jurídicos sabotem a aplicação do veto em defesa da sociedade.
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