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Cobertura: Política brasileira

Lula sanciona Enamed obrigatório para garantir qualidade na medicina

Nova legislação estabelece três avaliações durante a graduação e vincula o registro profissional à capacidade técnica, freando a mercantilização do ensino.

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Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • O presidente Lula sancionou a lei que torna a aprovação no Enamed requisito obrigatório para novos médicos obterem o registro profissional nos conselhos regionais.
  • A avaliação terá três fases durante a graduação e servirá como mecanismo do Ministério da Educação para supervisionar e punir faculdades de baixa qualidade.
  • A regra vale para quem ingressou na faculdade após 19 de junho de 2026, protegendo o direito adquirido de quem já estava matriculado ou formado antes da medida.

4 min de leitura

Imagem da reportagem de iclnoticias.com.br: Lula sanciona Enamed, exame obrigatório para atuação de médicos no Brasil
Lula sanciona lei que torna o Enamed obrigatório para médicos. Exame terá três etapas e desempenho mínimo para registro profissional. — Reprodução/iclnoticias.com.br. Página-fonte

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (6), em solenidade no Palácio do Planalto, a lei que institui a obrigatoriedade de aprovação no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) para o exercício da profissão no Brasil. Conhecida popularmente como a "OAB da Medicina", a legislação transforma o exame em requisito essencial para a obtenção do registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e fixa um rigoroso acompanhamento da graduação em três etapas: ao fim do segundo, do quarto e do sexto ano de curso.

A medida converte em política de Estado a Medida Provisória editada pelo governo federal em junho de 2026, restabelecendo o controle público sobre a formação de profissionais de saúde após anos de desregulamentação do setor promovida pela expansão mercantil de faculdades privadas.

Três etapas e foco na formação para o SUS

Diferente de avaliações que ocorrem apenas após a formatura, o modelo estruturado pelo governo federal adota um teste de progresso contínuo. As provas serão aplicadas ao final do quarto, do oitavo e do décimo segundo semestres da graduação. A nota final consistirá na média acumulada ao longo da trajetória acadêmica, com peso maior na última avaliação.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o mecanismo retoma um compromisso histórico assumido no âmbito do programa Mais Médicos, aprovado em 2013 sob a gestão de Dilma Rousseff, que havia sido esvaziado após o golpe parlamentar de 2016. Padilha lembrou que, entre 2015 e 2022, o país assistiu a um "descalabro" na área, com a abertura descontrolada de quase 30 mil vagas em faculdades privadas de medicina sem estrutura mínima adequada.

"Não estamos fazendo a 'OAB da medicina'. A OAB é uma prova lá no final do ano, que inclusive passou a ter mais solidez quando passou a ser uma prova nacional. O que estamos fazendo é uma coisa mais avançada ainda: é um teste de progresso no segundo, no quarto e no sexto ano." — Alexandre Padilha, ministro da Saúde, no ICL Notícias

Quem não atingir o patamar exigido na avaliação final poderá prestar novamente a terceira fase em edições posteriores. Enquanto isso, o formando poderá requerer a Inscrição de Egresso de Medicina (IEM), que autoriza apenas atividades acadêmicas e de pesquisa sob supervisão, impedindo terminantemente que profissionais sem qualificação comprovada façam consultas, emitam receitas ou prestem atendimento direto a pacientes.

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Freio ao mercado e supervisão rigorosa das faculdades

Além de garantir a competência técnica dos recém-formados, o Enamed funcionará como o principal instrumento do Ministério da Educação para fiscalizar e punir faculdades que mercantilizam a formação médica. Na primeira edição do exame, realizada em 2025, praticamente um terço das faculdades avaliadas apresentou desempenho insuficiente e entrou na mira da supervisão do MEC.

Segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a consolidação da lei oferece ao poder público os dados concretos necessários para reordenar as vagas e encerrar as atividades de instituições que não cumprem os padrões pedagógicos básicos exigidos para salvar vidas.

A governança do exame será conduzida por uma comissão colegiada com assentos divididos entre o MEC, o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina (CFM). Para além da habilitação profissional e da regulação educacional, a pontuação obtida pelos concluintes continuará sendo aproveitada para o ingresso direto nos programas de residência médica por meio do Exame Nacional de Residência (Enare).

A nova regra protege a segurança jurídica dos estudantes que já estavam matriculados antes de 19 de junho de 2026, data de publicação da MP original, que seguirão as normas vigentes quando ingressaram na faculdade. O mesmo critério de transição resguarda os médicos formados no exterior que já haviam sido aprovados na primeira fase do Revalida até essa data, permitindo que completem a avaliação prática de habilidades clínicas sem a nova barreira.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comLula sanciona lei que cria exame obrigatório para novos médicos
  2. 2. cartacapital.com.brLula sanciona lei que cria exame obrigatório para atuação de médicos no Brasil
  3. 3. metropoles.com"OAB da medicina": Lula sanciona exame obrigatório para novos médicos
  4. 4. iclnoticias.com.brLula sanciona Enamed, exame obrigatório para atuação de médicos no Brasil