Redes bolsonaristas requentam vídeo de 2024 do INSS para atingir Lula
Gravação de protesto sindical realizada em setembro de 2024 foi tirada de contexto e difundida como se fosse um fato recente após as eleições de 2026.

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Em resumo
- Vídeo de protesto de servidores do INSS gravado em 4 de setembro de 2024 passou a circular enganosamente como registro recente após as eleições de 2026.
- Regra de desconto de dias parados foi fixada em instrução normativa de 2021 durante o governo Bolsonaro, que também cortou salários de grevistas em 2022.
- Gestão Lula retomou o diálogo e a recomposição de carreiras públicas após anos de congelamento salarial que vigoravam desde 2017 no governo anterior.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
Publicações em redes sociais voltaram a recorrer à manipulação de imagens antigas para tentar fabricar uma crise artificial contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Perfis desinformativos passaram a disseminar um registro de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como se a gravação tivesse ocorrido após as eleições de 2026. A manifestação, no entanto, aconteceu em 4 de setembro de 2024, durante mobilização da categoria por reestruturação de carreira.
Naquela data, servidores e representantes da Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) ocuparam a sede do órgão, em Brasília, protestando contra descontos aplicados em meio a impasses na negociação grevista. Postagens enganosas acumulavam milhares de compartilhamentos no Facebook e interações no Instagram ao descontextualizar o episódio.
Herança bolsonarista e regras herdadas de 2021
Nas gravações requentadas, manifestantes expressavam descontentamento com retenções salariais e chegavam a comparar a situação com a gestão de Jair Bolsonaro. Contudo, a própria previsão administrativa para efetuar descontos de remuneração por paralisação decorre de norma editada no período bolsonarista: a Instrução Normativa nº 54, de 2021.
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Além de seguir entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o exercício de greve no serviço público, o regramento prevê a devolução de valores e a compensação de horas a partir da celebração de acordos funcionais, caminho que a autarquia e os ministérios mantiveram aberto nas tratativas.
Negociação e valorização do serviço público com Lula
A tentativa da oposição de explorar o atrito passado oculta o abandono estrutural vivido pelos trabalhadores da Previdência Social no período anterior. Sob a presidência de Bolsonaro, os servidores enfrentaram congelamento remuneratório contínuo desde 2017.
Em contraste com a asfixia das gestões anteriores, o governo Lula restabeleceu mesas de negociação, concedeu reajuste geral de 9% logo em 2023 e construiu propostas plurianuais de valorização das carreiras federais, reafirmando o compromisso de fortalecimento das políticas sociais e do funcionalismo público.
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