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Cobertura: Geopolítica

Senado se cala sobre regalias e salário de Flávio Bolsonaro foragido nos EUA

Mesmo foragido nos EUA após descumprir ordem do STF, Flávio Bolsonaro segue com salário e vota à distância sem sanções da cúpula do Senado.

BEM10 TV
Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • O Senado Federal completa dez dias sem responder se Flávio Bolsonaro comunicou viagem ou terá salário e verbas suspensos após fugir para os EUA.
  • Mesmo fora do país após desobedecer ordem do STF, o senador bolsonarista votou remotamente na PEC da Segurança Pública nesta terça-feira (3).
  • Randolfe Rodrigues cobrou a anulação do voto de Flávio e apontou a contradição de alegar ditadura para fugir enquanto segue votando no Congresso.

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Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. Na pauta, o PLP 177/2023, que amplia de 513 para 531 o número de cadeiras na Câmara dos Deputados. Aprovado na Câmara dos Deputados no início de maio, o projeto aumenta o número de vagas na Casa em razão do crescimento p
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. Na pauta, o PLP 177/2023, que amplia de 513 para 531 o número de cadeiras na Câmara dos Deputados. Aprovado na Câmara dos Deputados no início de maio, o projeto aumenta o número de vagas na Casa em razão do crescimento populacional de alguns estados. O texto mantém o tamanho das bancadas que perderiam representantes. Em discurso, à tribuna, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). — Agência Senado from Brasilia, Brazil. Wikimedia Commons · CC BY

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

Há dez dias, a Mesa Diretora do Senado Federal mantém completo silêncio diante das cobranças sobre a situação regimental e funcional do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar deixou o Brasil no último dia 27 de outubro, em rota de fuga para os Estados Unidos, após descumprir uma ordem judicial do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da ausência e da desobediência legal, a cúpula da Casa não adotou nenhuma medida restritiva, permitindo que o filho do ex-presidente continue usufruindo da estrutura e das deliberações do parlamento.

A falta de posicionamento formal da Casa impede a aplicação prática de sanções previstas pelo Regimento Interno e pela Constituição Federal, como a suspensão do pagamento de salários, o corte de verbas indenizatórias e de gabinete, o cômputo de faltas não justificadas e o bloqueio de votações à distância.

Votação remota e privilégios intactos

Mesmo foragido no exterior, Flávio Bolsonaro manteve acesso irrestrito ao Sistema de Deliberação Remota (SDR). Na terça-feira (3), o senador participou e votou diretamente dos Estados Unidos durante a sessão ordinária que aprovou a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública.

O Senado não esclareceu se houve pedido de licença ou comunicação oficial prévia de afastamento, exigência expressa para ausências do território nacional. Pelo artigo 55 da Constituição Federal, o congressista que faltar à terça parte das sessões ordinárias sem justificativa ou cujo comportamento for incompatível com o decoro parlamentar perde o mandato. Contudo, nenhuma falta foi registrada ou apuração aberta pelo Conselho de Ética da Casa.

Reação progressista expõe contradições bolsonaristas

A postura complacente da presidência do Senado provocou reação imediata da bancada que apoia o governo Lula. Na sessão de quarta-feira (4), o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) apresentou questão de ordem cobrando explicações da direção e defendeu a anulação do voto de Flávio Bolsonaro na PEC da Segurança Pública, apontando a hipocrisia do discurso extremista.

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"Não quero censurar nem vetar o voto de ninguém, mas veja que caso curioso: ele pede exílio alegando viver em uma ditadura, mas quer, lá dos Estados Unidos, participar dos debates do Parlamento dessa 'ditadura'", declarou Randolfe Rodrigues.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, limitou-se a afirmar que vai consultar a assessoria técnica para analisar o encaminhamento regimental da questão. Fora do Congresso, a sociedade civil também se mobilizou contra o privilégio com recursos públicos: dois advogados protocolaram ação popular na 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro exigindo o corte imediato dos subsídios e das verbas pagas a Flávio.

"As regras da Casa são claras. Para se ausentar, os parlamentares têm que pedir licença prévia à Mesa Diretora do Senado. O que, até onde sabemos, não ocorreu", afirmou o advogado Leonardo Nicolau Passos Marinho à Agência Brasil.

A fuga judicial e os esquemas sob investigação

Flávio Bolsonaro viajou inicialmente para o Equador e depois para os Estados Unidos utilizando passaporte italiano em uma aeronave executiva, logo após o ministro Alexandre de Moraes determinar a apreensão de seus documentos a pedido da Polícia Federal.

O parlamentar derrotado nas eleições presidenciais é alvo de dois inquéritos no STF. O primeiro apura esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao setor de apostas online em parceria com o advogado Willer Tomaz. O segundo investiga repasses efetuados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, obra de propaganda sobre Jair Bolsonaro. Flávio segue sob a jurisdição do tribunal pelo mandato que se encerra em janeiro de 2027.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. agenciabrasil.ebc.com.brSem posição do Senado, regras sobre Flávio seguem indefinidas
  2. 2. gazetanews.comSem posição do Senado, regras sobre Flávio seguem indefinidas