1º Ato pós-eleições é marcado em São Paulo mirando Ricardo Nunes e boicote dos ônibus
Mobilização convocada para a frente da prefeitura reage ao corte de frota no dia da votação, após a gestão municipal descumprir determinações judiciais.

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A conta da tentativa de esvaziar as urnas paulistanas começou a chegar às ruas. Uma convocação publicada no perfil de Carol Gouveia no Instagram chamou a população da capital para a primeira manifestação pós-eleição contra o prefeito Ricardo Nunes: o protesto foi marcado para quarta-feira, 28, às 18h, em frente ao prédio da Prefeitura de São Paulo. O estopim é a revolta popular contra o apagão planejado no transporte público no último domingo de votação, quando quem dependia de condução enfrentou terminais cheios e linhas fantasmas.
Frota de sábado e alerta ignorado
A desculpa da administração municipal de que a operação transcorreu com normalidade não resiste aos números nem às ordens judiciais emitidas antes do pleito. Conforme noticiado pelo Diário do Centro do Mundo, a gestão Nunes sabia desde junho da obrigatoriedade legal de fornecer transporte gratuito e com frequência compatível com dias úteis, cumprindo decisões do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral. Mesmo assim, o planejamento da SPTrans insistiu em manter uma frota equivalente à de sábado, com cerca de 6.900 coletivos, retirando milhares de veículos de circulação em relação aos dias normais de trabalho.
O cerco judicial e a resposta nas ruas
Diante da manobra, parlamentares do PSOL recorreram à Justiça, que determinou na sexta-feira a colocação de 100% da frota nas ruas. O juiz eleitoral Tiago Ducatti Lino Machado impôs multa pessoal de R$ 100 mil a Nunes e ao presidente da SPTrans caso a ordem fosse desrespeitada. Na ação, as parlamentares denunciaram que o corte de até 5.100 ônibus servia como barreira para impedir o voto da classe trabalhadora periférica.
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Essa escassez planejada de transporte atua como verdadeira barreira econômica e física ao exercício do sufrágio. — Ação popular movida por Luana Alves, Mônica Seixas e Sâmia Bomfim
Apoiador declarado do bolsonarismo, o prefeito preferiu empurrar a responsabilidade para as operadoras de ônibus aos 45 minutos do segundo tempo. A campanha do presidente Lula acionou o Tribunal Regional Eleitoral contra a escassez de veículos na capital. Agora, com a eleição encerrada, a resposta ao boicote sai dos tribunais e vai para a calçada do Edifício Matarazzo.
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Fontes desta notícia
A publicação original comprova o que foi dito. As demais fontes verificam contexto e alegações.
