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Cobertura: Política brasileira

Dino manda PF investigar ação externa pró-Flávio Bolsonaro

Inquérito determinado pelo STF apura financiamento oculto via grupo dos EUA, distorções de big techs e suspeita de oferta de minerais estratégicos.

BEM10 TV
Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • Flávio Dino ordenou inquérito na PF para apurar interferência externa, manipulação em redes e financiamento ilegal pró-Flávio Bolsonaro.
  • Ação atende pedido do PT e foca a atuação da rede norte-americana Rockbridge Network com empresários brasileiros na eleição de 2026.
  • Polícia Federal vai investigar se houve oferta de exploração de terras raras e minerais críticos em troca de apoio político ao bolsonarismo.

4 min de leitura

Imagem da reportagem de operamundi.uol.com.br: Dino manda Polícia Federal apurar interferência externa no processo eleitoral brasileiro
Decisão cita relatório da Abin sobre incentivo a atores externos e anúncios pagos em perfis estrangeiros favoráveis a Flávio Bolsonaro — Reprodução/operamundi.uol.com.br. Página-fonte

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27/10/2026) que a Polícia Federal abra um inquérito formal para investigar indícios de interferência estrangeira na eleição presidencial brasileira. A medida apura a suspeita de financiamento oculto voltado a beneficiar o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), manipulações algorítmicas promovidas por grandes plataformas digitais e até a oferta indevida de riquezas minerais do país como moeda de troca política.

A decisão de Dino ocorreu após representação formulada pelo PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vencedor do pleito no segundo turno, e por representação de Renan Santos (Missão). O pedido inicial tramitou no âmbito de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) proposta pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Ao analisar os fatos, o ministro destacou que as graves denúncias não poderiam ficar restritas à ação de controle concentrado e exigem uma investigação penal autônoma, sob a supervisão direta da Suprema Corte.

Em sua decisão, o magistrado foi categórico quanto à proteção constitucional do país contra intervenções externas que atentem contra as instituições democráticas.

Não se admite a interferência, direta ou indireta, de Estado estrangeiro sobre assuntos submetidos à soberania da República Federativa do Brasil, tampouco a produção, em território nacional, de efeitos decorrentes de atos unilaterais estrangeiros à margem dos mecanismos constitucionalmente previstos. Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal

Financiamento oculto e propaganda a partir do exterior

Entre os principais eixos que a Polícia Federal terá de elucidar está o papel da rede conservadora norte-americana Rockbridge Network. Há suspeitas de que os empresários Tallis Gomes e Pedro Sang tenham atuado em nome da entidade para intermediar e arrecadar recursos financeiros ou vantagens econômicas nos Estados Unidos para a campanha de Flávio Bolsonaro. Pela legislação brasileira e pela Constituição Federal, partidos e candidatos são expressamente proibidos de receber recursos financeiros ou materiais de entidades e governos estrangeiros.

Outro ponto crítico é a veiculação remunerada de anúncios a partir de contas no exterior, direcionados diretamente ao eleitorado brasileiro em língua portuguesa. Essas publicações promoviam dados favoráveis a Flávio Bolsonaro utilizando projeções da Polymarket, plataforma de apostas proibida de operar no território nacional desde 2024. A apuração buscará os mandantes, os operadores e os fluxos financeiros que sustentaram a propaganda externa ilícita.

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Cobiça por minerais críticos e alerta da inteligência

A investigação também vai apurar a denúncia de que jazidas de terras raras e minerais críticos brasileiros tenham sido oferecidas como moeda de troca em negociações por suporte político e eleitoral. Dino frisou a necessidade de apurar quem formulou tal proposta, a quem ela se dirigiu e em que consistiria essa contrapartida, lembrando expressamente que o subsolo e os recursos minerais pertencem à União e só podem ter exploração autorizada segundo os interesses estratégicos do povo brasileiro.

O despacho aponta ainda que esses indícios confirmam os alertas preventivos emitidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Em relatório anterior às eleições que tratava dos desafios de inteligência para 2026, a agência já havia alertado para o forte incentivo de agentes externos com interesses econômicos e geopolíticos no país em interferir no processo eleitoral brasileiro.

Assimetrias algorítmicas e pressão sobre plataformas digitais

A conduta de empresas de tecnologia, em especial da Meta — proprietária de plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp —, compõe a quinta frente de investigação da PF. O ministro resgatou apontamentos do Comitê de Supervisão da própria Meta, de 22 de outubro, que identificou falhas graves na integridade eleitoral, além de um comunicado de observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) emitido em 21 de outubro.

Entre as irregularidades mencionadas por técnicos da ONU figuram suspensões temporárias de páginas de campanha, assimetrias deliberadas na geração de imagens por inteligência artificial, restrições algorítmicas a postagens de um dos lados e distorções de alcance e engajamento nos resultados de buscas e Stories. Ao deflagrar a apuração penal, o Judiciário brasileiro fecha o cerco contra a subserviência colonial que tenta colocar a riqueza coletiva e o voto soberano a serviço de forças internacionais.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. cartacapital.com.brDino manda a PF investigar possível interferência estrangeira pró-Flávio Bolsonaro na eleição
  2. 2. operamundi.uol.com.brDino manda Polícia Federal apurar interferência externa no processo eleitoral brasileiro
  3. 3. metropoles.comAção externa em favor de Flávio: entenda o que Dino mandou PF investigar
  4. 4. agenciabrasil.ebc.com.brDino manda PF apurar interferência externa no processo eleitoral