Apresentador alerta que Netanyahu pressiona Trump por ataque nuclear ao Irã
Comentarista afirma que premiê israelense busca escalada militar para se salvar da prisão, arriscando contaminação em massa e uma guerra global.

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Em resumo
- Tucker Carlson afirma que Donald Trump pode decidir até 7 de novembro sobre um ataque militar a instalações subterrâneas no Irã.
- Segundo Carlson, Benjamin Netanyahu pressiona por ação bélica para assegurar maioria no parlamento e evitar investigações e prisão.
- Ataque no monte Pickaxe arriscaria contaminar o abastecimento de água de 100 milhões de pessoas no Golfo Pérsico, adverte o jornalista.
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O comentarista político Tucker Carlson afirmou no domingo (1º) que o governo de Donald Trump estaria a poucos dias de decidir sobre a autorização de um eventual ataque militar — com potencial de emprego nuclear — contra o território do Irã. Segundo Carlson, a iniciativa decorre da pressão direta e diária exercida pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que estaria tentando forçar Washington a bombardear instalações no monte Pickaxe, no centro do território iraniano.
A alegação, divulgada em publicação na rede social X e reportada pelo Brasil 247, sustenta que a inteligência israelense acusa o Irã de retomar o enriquecimento de urânio sob cerca de 90 metros de granito maciço. Para Carlson, como bombas convencionais não penetrariam a rocha, setores militaristas empurram a Casa Branca para uma opção nuclear. Teerã, por sua vez, nega categoricamente qualquer atividade atômica no complexo montanhoso.
Isolamento político move ofensiva de Netanyahu
De acordo com Carlson, o ímpeto belicista de Netanyahu tem raízes em sua crise interna. Sem conseguir formar maioria de 61 cadeiras no Knesset após as recentes eleições israelenses, o premiê estaria recorrendo a Trump para garantir sobrevivência política.
Segundo informações detalhadas pelo Daily Sabah, Netanyahu tem feito ligações frequentes a Trump e pressionado autoridades como o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos Estados Unidos. Contudo, aliados regionais demonstram recusa em embarcar na escalada: em viagem secreta a Abu Dhabi em 27 de setembro, o premiê israelense tentou engajar os Emirados Árabes Unidos na ofensiva, mas teve o plano rejeitado pelas autoridades locais.
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Risco de contaminação e guerra internacional
As consequências humanitárias e ecológicas de um bombardeio nuclear no monte Pickaxe seriam devastadoras para as populações do Sul Global e de todo o Oriente Médio. O impacto da chuva radioativa sobre o Golfo Pérsico comprometeria usinas de dessalinização essenciais à sobrevivência regional.
"A chuva radioativa resultante de uma explosão terrestre no monte Pickaxe contaminaria o Golfo Pérsico, envenenando o abastecimento de água de 100 milhões de pessoas." — Tucker Carlson, em tradução livre registrada pelo Brasil 247
Além da catástrofe ambiental, Carlson advertiu que uma agressão desse porte rompe barreiras históricas e poderia precipitar um confronto mundial imediato, estimulando outras potências a responderem com arsenais atômicos.
No sábado, Trump declarou a jornalistas em Mar-a-Lago que os Estados Unidos poderiam agir contra o monte Pickaxe "em dez minutos", embora em outubro tenha descartado publicamente o uso de artefatos nucleares e venha sendo aconselhado pelo vice JD Vance e por emissários diplomáticos a priorizar saídas negociadas. As pressões de Netanyahu revelam como a sanha militarista da extrema direita tenta atropelar o diálogo entre as nações para impor destruição e submissão aos povos soberanos.
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Fontes desta notícia
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