Flamengo, Fluminense e Botafogo vão ao STF defender bets contra proibição feita por Lula
Em audiência no STF, clube alegou risco a receitas e esportes olímpicos para defender contratos com plataformas barradas por MP de Lula.

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
Enquanto o governo Lula atua para barrar a sangria da renda popular provocada pela jogatina, o Flamengo compareceu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para advogar pela continuidade das casas de apostas. Em audiência pública realizada nesta terça-feira (3), o clube carioca colocou sua representação jurídica em campo para defender seus acordos com as operadoras, na contramão das medidas de proteção social às famílias trabalhadoras.
O posicionamento do clube, registrado em vídeo divulgado pela GloboNews, coube ao advogado Flávio Willeman. Na tribuna, o defensor rubro-negro sustentou a necessidade de segurança jurídica para os contratos de patrocínio e alegou que a suspensão total das bets ameaçaria receitas, postos de trabalho e aportes tanto no futebol quanto nos esportes olímpicos. Em vez de acatar a proibição determinada pela Medida Provisória 1.394/2026, a agremiação defendeu uma regulação mais estrita das empresas.
O abismo entre o caixa e a realidade social
A preocupação do Flamengo com seus balancetes contrasta diretamente com os motivos que levaram o presidente Lula a editar a medida provisória contra as apostas de quota fixa. Diante da mobilização articulada pelo setor no STF, Lula divulgou mensagem em vídeo conclamando a sociedade civil a defender a proibição e ressaltou que o negócio prospera em cima da vulnerabilidade social.
Poucas pessoas querem que as bets continuem, sobretudo aqueles que querem continuar ganhando dinheiro às custas da violência, do sofrimento das pessoas pobres que, na perspectiva de ficarem ricas, jogam aquilo que não têm. — Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
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Cartolas isolados contra a maioria da população
A ofensiva para preservar o fluxo de dinheiro das apostas isola os dirigentes esportivos da percepção coletiva. Levantamento do instituto Atlas com a Bloomberg apurou que 75% dos brasileiros são favoráveis ao fim das apostas online. Além disso, números reunidos pela Advocacia-Geral da União apontam que os atendimentos no SUS relacionados a transtornos de jogos saltaram 140% entre 2018 e 2025, com a AGU estimando em R$ 30,6 bilhões anuais os custos sociais da atividade na saúde.
O próprio ministro Luiz Fux, relator do caso, relembrou na sessão ter formado a percepção de que a atividade precisa ser banida por configurar um problema grave de saúde pública. Ao insistir na preservação desse filão em nome de orçamentos esportivos, a cúpula rubro-negra expõe o distanciamento entre suas finanças institucionais e a proteção básica devida ao cotidiano de sua torcida.
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Fontes desta notícia
A publicação original comprova o que foi dito. As demais fontes verificam contexto e alegações.
- 1. cartacapital.com.brLula pede mobilização para manter a proibição das bets no Brasil
- 2. operamundi.uol.com.brAudiência sobre bets no STF prioriza lobby das apostas; governo defenderá proibição
- 3. iclnoticias.com.brFux rebate críticas e diz ter percepção de que bets devem ser banidas
- 4. Instagram — @globonewsBETS X ESPORTES - O STF realizou, nesta terça-feira (3), uma audiência pública para discutir a regulamentação das bets no Brasil.
