Trump chega às eleições com 32% de aprovação e rejeição de 66%
Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na véspera do pleito mostra democratas com 8 pontos de vantagem no Congresso e custo de vida como principal aflição popular.

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Em resumo
- Aprovação do republicano Donald Trump estacionou em 32% na véspera da votação das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
- Pesquisa Reuters/Ipsos aponta liderança democrata na cédula genérica para o Congresso por 46% a 38% dos votos.
- Carestia e aumento dos combustíveis após conflito com o Irã colocam custo de vida como principal queixa de 78% dos eleitores.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
A gestão de Donald Trump chega à véspera das eleições de meio de mandato afundada em impopularidade e sob forte pressão econômica. Levantamento da Reuters/Ipsos divulgado nesta segunda-feira (2) aponta que a taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos é de apenas 32%, oscilando apenas um ponto acima da mínima histórica de 31% registrada em 19 de outubro.
A pesquisa, realizada pela internet com 1.765 adultos e margem de erro de dois pontos percentuais, revela um cenário adverso para a bancada republicana que hoje comanda o Legislativo. Na chamada cédula genérica para o Congresso, os candidatos do Partido Democrata aparecem na frente com 46% da preferência, contra 38% dos republicanos.
Guerra, combustíveis e disparada da inflação castigam trabalhadores
O principal motor da insatisfação popular não reside em retóricas abstratas, mas no bolso da classe trabalhadora. Cerca de 78% dos entrevistados afirmaram que o encarecimento do custo de vida é o tema muito importante ou decisivo para definir o voto nesta terça-feira (3).
Quando questionados sobre qual força política tem melhores condições de lidar com a escalada de preços, 43% dos eleitores indicaram os democratas, enquanto 32% apontaram os republicanos. As decisões tarifárias unilaterais de Trump e a instabilidade no mercado de energia cobraram um preço direto no padrão de vida dos assalariados, desgastando a narrativa econômica do líder conservador.
Rejeição a Trump transforma pleito em referendo popular
A desaprovação da figura do presidente transformou a disputa parlamentar em um voto de protesto. Cerca de 50% dos eleitores registrados declararam ver o voto desta semana como uma manifestação direta contra Trump, diante de apenas 13% que encaram a escolha como apoio ao ocupante do Salão Oval. Outros 33% disseram que ele não influenciou sua decisão.
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Entre os eleitores independentes, metade afirmou expressamente que usará a ida às urnas para se contrapor a Trump. O desalento na base republicana reflete-se na mobilização: 49% dos eleitores democratas disseram estar muito entusiasmados para votar, enquanto o índice é de 33% entre os correligionários do governo.
Disputa acirrada pelo controle das duas Casas
Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e postos cruciais no Senado estão em jogo. Embora a vantagem nacional democrata de oito pontos percentuais seja menor que os 11 pontos apurados na semana anterior pela mesma sondagem, levantamentos estaduais corroboram a vulnerabilidade republicana.
Levantamento publicado pelo The New York Times nesta segunda-feira indicou vantagem democrata na maior parte dos sete estados decisivos para o Senado, enquanto sondagem da Economist/YouGov registrou 51,4% para o partido opositor na Câmara. Ao empurrar o país para a carestia e priorizar conflitos geopolíticos, Trump entra na eleição com a maioria parlamentar ameaçada pelo julgamento popular.
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Fontes desta notícia
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