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Cobertura: Geopolítica

Trump chega às eleições com 32% de aprovação e rejeição de 66%

Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na véspera do pleito mostra democratas com 8 pontos de vantagem no Congresso e custo de vida como principal aflição popular.

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Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • Aprovação do republicano Donald Trump estacionou em 32% na véspera da votação das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
  • Pesquisa Reuters/Ipsos aponta liderança democrata na cédula genérica para o Congresso por 46% a 38% dos votos.
  • Carestia e aumento dos combustíveis após conflito com o Irã colocam custo de vida como principal queixa de 78% dos eleitores.

3 min de leitura

Donald Trump fala ao microfone durante um comício no KI Convention Center, no centro de Green Bay, Wisconsin
Donald Trump discursa durante comício no centro de convenções KI em Green Bay, Wisconsin — Michael Steeber from USA. Wikimedia Commons · CC BY-SA

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

A gestão de Donald Trump chega à véspera das eleições de meio de mandato afundada em impopularidade e sob forte pressão econômica. Levantamento da Reuters/Ipsos divulgado nesta segunda-feira (2) aponta que a taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos é de apenas 32%, oscilando apenas um ponto acima da mínima histórica de 31% registrada em 19 de outubro.

A pesquisa, realizada pela internet com 1.765 adultos e margem de erro de dois pontos percentuais, revela um cenário adverso para a bancada republicana que hoje comanda o Legislativo. Na chamada cédula genérica para o Congresso, os candidatos do Partido Democrata aparecem na frente com 46% da preferência, contra 38% dos republicanos.

Guerra, combustíveis e disparada da inflação castigam trabalhadores

O principal motor da insatisfação popular não reside em retóricas abstratas, mas no bolso da classe trabalhadora. Cerca de 78% dos entrevistados afirmaram que o encarecimento do custo de vida é o tema muito importante ou decisivo para definir o voto nesta terça-feira (3).

Quando questionados sobre qual força política tem melhores condições de lidar com a escalada de preços, 43% dos eleitores indicaram os democratas, enquanto 32% apontaram os republicanos. As decisões tarifárias unilaterais de Trump e a instabilidade no mercado de energia cobraram um preço direto no padrão de vida dos assalariados, desgastando a narrativa econômica do líder conservador.

A desaprovação da figura do presidente transformou a disputa parlamentar em um voto de protesto. Cerca de 50% dos eleitores registrados declararam ver o voto desta semana como uma manifestação direta contra Trump, diante de apenas 13% que encaram a escolha como apoio ao ocupante do Salão Oval. Outros 33% disseram que ele não influenciou sua decisão.

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Entre os eleitores independentes, metade afirmou expressamente que usará a ida às urnas para se contrapor a Trump. O desalento na base republicana reflete-se na mobilização: 49% dos eleitores democratas disseram estar muito entusiasmados para votar, enquanto o índice é de 33% entre os correligionários do governo.

Disputa acirrada pelo controle das duas Casas

Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e postos cruciais no Senado estão em jogo. Embora a vantagem nacional democrata de oito pontos percentuais seja menor que os 11 pontos apurados na semana anterior pela mesma sondagem, levantamentos estaduais corroboram a vulnerabilidade republicana.

Levantamento publicado pelo The New York Times nesta segunda-feira indicou vantagem democrata na maior parte dos sete estados decisivos para o Senado, enquanto sondagem da Economist/YouGov registrou 51,4% para o partido opositor na Câmara. Ao empurrar o país para a carestia e priorizar conflitos geopolíticos, Trump entra na eleição com a maioria parlamentar ameaçada pelo julgamento popular.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. metropoles.comAprovação de Trump segue em 32% a um dia das eleições de meio de mandato
  2. 2. g1.globo.comPesquisa mostra que aprovação de Trump segue baixa | G1