Candidatos mobilizam campanha na véspera do 7 de Setembro
Lula vinculou soberania à relação com os EUA, Flávio Bolsonaro atacou o STF e outros candidatos buscaram eleitores em agendas públicas.

Núcleo editorial
Atualizado em 06 de setembro de 2026
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Em resumo
- Lula publicou vídeo que relaciona a eleição, a pressão dos Estados Unidos e a soberania brasileira.
- Flávio Bolsonaro usou uma live para atacar Lula e o STF e defender pessoas presas pelos atos de 8 de janeiro.
- Ronaldo Caiado visitou uma feira em Aparecida de Goiânia e criticou impostos, juros e criminalidade.
- As fontes divergem sobre a localização da agenda de Renan Santos e sobre a existência de compromisso público de Romeu Zema.
- A maioria dos presidenciáveis não tinha atividade pública registrada, mas parte das campanhas manteve a mobilização pelas redes.
4 min de leitura

Candidatos à Presidência recorreram neste domingo, 6 de setembro, a vídeos, transmissões ao vivo e compromissos públicos para mobilizar eleitores na véspera do 7 de Setembro. Luiz Inácio Lula da Silva publicou uma peça sobre soberania nacional, enquanto Flávio Bolsonaro atacou o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF). Ronaldo Caiado visitou uma feira em Goiás, e as fontes consultadas registraram versões divergentes sobre a agenda de Renan Santos. O g1 reuniu as movimentações das campanhas, enquanto a Agência Brasil apontou que a maioria dos presidenciáveis não tinha agenda pública.
No vídeo divulgado por Lula, a campanha contrapôs declarações do presidente a falas de Flávio e Eduardo Bolsonaro sobre a relação do Brasil com os Estados Unidos. A peça recuperou uma declaração de Flávio segundo a qual “a tarifa vai chegar para o Brasil” e mostrou Lula classificando os irmãos como “traidores da pátria”. Também associou uma fala de Eduardo sobre negociação com Washington à defesa do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos feita pelo presidente.
A montagem terminou com uma disputa explícita sobre o significado político da independência: Flávio apareceu dizendo “God bless America”, e Lula respondeu com “Viva o povo brasileiro”. A campanha petista usou, assim, a data cívica para vincular soberania à resistência diante de pressões dos Estados Unidos e apresentar os adversários como aliados de interesses externos.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, fez uma transmissão ao vivo na qual relembrou os oito anos do atentado sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, em Juiz de Fora. Segundo o g1, o candidato afirmou estar proibido de manter contato com o pai até as eleições e disse receber informações sobre a saúde dele por advogados. Mesmo assim, pediu que os participantes deixassem mensagens como se o ex-presidente estivesse acompanhando a transmissão, o que, ainda de acordo com a reportagem, está proibido nas condições de sua prisão domiciliar.
Na mesma live, Flávio criticou Lula, o ministro Alexandre de Moraes e as prisões de envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. A mobilização bolsonarista concentrou-se, portanto, no confronto com o STF e na defesa política dos presos pelo ataque às instituições.
Fora das redes, Ronaldo Caiado visitou a Feira do Garavelo, em Aparecida de Goiânia, onde criticou a carga tributária, os juros e a criminalidade, além de citar resultados de sua gestão no governo de Goiás. Sobre Renan Santos, o g1 informou que ele participou de uma carreata em Fortaleza usando colete à prova de balas por causa de ameaças atribuídas por sua assessoria a facções. Agência Brasil e R7, porém, registraram para o mesmo domingo uma coletiva e uma convenção partidária em São Luís, sem que o material esclareça a divergência.
O esvaziamento de parte das agendas presenciais não significou ausência da campanha. Augusto Cury utilizou as redes para anunciar eventos futuros, enquanto o g1 informou que Romeu Zema publicou conteúdo crítico a ministros do STF. A Agência Brasil, por outro lado, registrou uma agenda de Zema em Uberlândia, ponto que também diverge do relato do g1 de que o candidato não teria compromisso público.
Nas ações registradas neste domingo, o 7 de Setembro foi antecipadamente convertido em campo de disputa eleitoral. De um lado, Lula associou independência à soberania diante dos Estados Unidos; de outro, Flávio Bolsonaro utilizou a data para ampliar ataques ao STF. Entre slogans, símbolos nacionais e críticas genéricas, propostas concretas para enfrentar as condições de vida da população tiveram espaço reduzido na mobilização da véspera.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. g1.globo.comNa véspera do 7 de Setembro, candidatos a presidente usam redes e participam de atos públicos para mobilizar eleitores | G1
- 2. agenciabrasil.ebc.com.brMaioria dos presidenciáveis não tem agenda pública neste domingo
- 3. noticias.r7.comLula fará pronunciamento oficial; Flávio Bolsonaro e Augusto Cury descansam para atos no 7 de Setembro (6)
