Lula: "Vorcaro virou banqueiro no governo Bolsonaro e virou presidiário no meu governo"
Presidente explicou o encontro de meia hora com Daniel Vorcaro no Planalto e defendeu apuração sem blindagem no caso Banco Master.

Núcleo editorial
Atualizado em 11 de setembro de 2026
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Em resumo
- Lula afirmou que Vorcaro virou banqueiro no governo Bolsonaro e prisioneiro durante seu atual mandato.
- O presidente disse que recebeu Vorcaro por cerca de meia hora após uma reclamação de suposta perseguição ao Banco Master.
- Lula declarou que orientou tratamento regular ao banco, sem interferir no trabalho dos órgãos responsáveis.
- O presidente comparou o caso Master à crise do PanAmericano e defendeu investigação sem perseguição ou blindagem.
- Lula atribuiu ao caso um rombo de R$ 60 bilhões, valor e responsabilidades ainda tratados nas investigações citadas pela fonte.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao SBT Brasil na quinta-feira, 10 de setembro, que Daniel Vorcaro se tornou banqueiro durante o governo de Jair Bolsonaro e prisioneiro em seu atual mandato. Ao explicar por que recebeu o então responsável pelo Banco Master no Palácio do Planalto, Lula disse que garantiu tratamento regular ao banco, sem perseguição e sem qualquer blindagem diante das investigações.
A entrevista foi conduzida pelas jornalistas Marina Demori e Basília Rodrigues. Segundo o presidente, Vorcaro pediu a conversa para reclamar de uma suposta perseguição ao Master. O encontro, realizado antes de o caso envolvendo a instituição se tornar público, teria durado cerca de meia hora, conforme relatou o ICL Notícias.
Encontro no Planalto e tratamento igual perante a lei
Lula contou que informou a Vorcaro que o Banco Master seria analisado como qualquer outra instituição financeira. A orientação defendida pelo presidente separa o diálogo institucional de qualquer tentativa de interferir no trabalho dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelas investigações.
“O Vorcaro virou banqueiro no governo Bolsonaro e virou presidiário no meu governo.”
— Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista ao SBT Brasil
O contraste feito por Lula também demarca uma diferença política entre os dois governos. Segundo o presidente, o Banco Master surgiu durante a gestão Bolsonaro e foi fechado em seu mandato. Em vez de proteção a um integrante poderoso do sistema financeiro, Lula destacou a responsabilização de quem estiver em desacordo com a lei.
“Ninguém tem interesse em fechar banco”, afirmou o presidente, antes de reforçar que a continuidade de qualquer instituição depende de sua regularidade. A mensagem dirigida ao setor financeiro foi direta: o poder econômico não coloca seus representantes acima das regras aplicadas ao restante da sociedade.
Caso PanAmericano orientou resposta de Lula
Lula comparou a situação do Master à crise do Banco PanAmericano, que pertencia ao Grupo Silvio Santos. Ele recordou que o empresário e apresentador Silvio Santos o procurou para discutir o caso e recebeu a garantia de que não seria perseguido, mas passaria por uma investigação regular.
De acordo com o relato presidencial reproduzido pelo Diário do Centro do Mundo, a apuração não encontrou responsabilidade de Silvio Santos. Lula afirmou que aplicou ao Master o mesmo princípio institucional, mas que as investigações sobre Vorcaro tiveram outro desfecho.
O presidente atribuiu ao caso um rombo de R$ 60 bilhões no sistema financeiro. O valor e as responsabilidades mencionados por Lula são objeto das investigações. Ele também classificou o Banco de Brasília (BRB) como uma instituição saudável que estaria sendo prejudicada pelas consequências do caso Master.
Governo defende apuração sem interferência presidencial
Lula ressaltou que investigar, acusar e julgar não são atribuições do chefe do Executivo. Ao presidente, afirmou, cabe permitir que os órgãos competentes trabalhem e zelar para que a sociedade seja respeitada.
“Eu não sou nem delegado, nem promotor, nem procurador, nem juiz. Sou apenas um presidente da República que zela para que a sociedade brasileira seja respeitada.”
— Luiz Inácio Lula da Silva
A fala enfrenta a lógica segundo a qual banqueiros e grandes empresários deveriam receber tratamento privilegiado por sua influência econômica ou política. Ao associar a ascensão de Vorcaro ao governo Bolsonaro e sua prisão ao atual mandato, Lula apresentou a atuação de seu governo como um compromisso com a investigação sem blindagens e com a proteção da sociedade diante de irregularidades no sistema financeiro.
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Fontes desta notícia
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