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Cobertura: Política brasileira

Faria Lima pressiona após reeleição de Lula e dólar fecha a R$ 5,44

A vitória popular sobre a extrema direita provocou reação imediata da Faria Lima, enquanto o país comemora a menor taxa de desemprego da história.

BEM10 TV
Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • Dólar acumulou alta de 9,15% na semana e fechou a R$ 5,446, pressionado pelo desmonte de apostas na oposição e por turbulências no exterior.
  • Apesar do nervosismo financeiro, a economia real registra desemprego de 5,2%, o menor índice da série histórica apurada pelo IBGE.
  • Fazenda reafirmou compromisso fiscal e enviará projeto para mirar o centro da meta, equilibrando responsabilidade e desenvolvimento social.

4 min de leitura

Imagem da reportagem de www1.folha.uol.com.br: Dólar vai a R$ 5,44, maior cotação do ano; Bolsa cai com dados do mercado de trabalho e cenário político
Formação da referência cambial amplia oscilações na primeira metade do pregão — Reprodução/www1.folha.uol.com.br. Página-fonte

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

O encerramento dos negócios financeiros na sexta-feira (30) expôs o abismo que separa a especulação da Faria Lima da vida concreta dos trabalhadores brasileiros. Na esteira da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, consagrado nas urnas no último domingo (25), o dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,446, com valorização de 1,09%, segundo dados da Agência Brasil. O movimento consolidou uma alta de 9,15% na semana, enquanto o Ibovespa recuou 0,75% no dia, aos 167,9 mil pontos.

A movimentação brusca do câmbio e a retração acumulada de 18,12% da Bolsa na semana foram impulsionadas diretamente pela frustração de agentes que apostavam na vitória do candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL). Essa reprecificação dos ativos ocorreu após semanas de especulação que haviam inflado a Bolsa entre o primeiro e o segundo turno, quando o setor tentou antecipar uma agenda neoliberal que acabou rejeitada pelo voto popular.

Desmonte de apostas da direita e choque externo

A reação nervosa dos operadores financeiros foi admitida por analistas do próprio setor. Segundo informou a Folha de S.Paulo, o chefe de alocação de investimentos da GT Capital, Nicolas Gass, explicou que o recuo decorre diretamente da frustração com o resultado das urnas:

"Com a reeleição do Lula, essa aposta foi desmontada de uma vez. Aí o recado é que o investidor voltou a cobrar um prêmio de risco maior para o Brasil, principalmente pelo lado fiscal."

Além do ambiente doméstico marcado pela cobrança antecipada do mercado sobre cargos e diretrizes, fatores técnicos e internacionais influenciaram as cotações. A sessão de sexta-feira coincidiu com a formação da taxa Ptax de fim de mês pelo Banco Central, período tradicionalmente marcado por disputa entre posições compradas e vendidas de grandes operadores, e com a busca por proteção cambial antes do feriado prolongado de Finados.

No exterior, o cenário também foi de forte aversão a risco, com quedas severas nas bolsas de Nova York puxadas por gigantes de tecnologia como Google, Microsoft e Amazon, além da manutenção dos juros altos nos Estados Unidos pelo Federal Reserve.

Economia real avança com desemprego em queda recorde

Enquanto as telas de corretoras registram turbulências típicas da liquidação de apostas políticas, os indicadores do país real demonstram a consistência do projeto de desenvolvimento liderado pelo presidente Lula. Conforme apurou o IBGE por meio da Pnad Contínua, a taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, atingindo o patamar mais baixo de toda a série histórica iniciada em 2012.

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A solidez do mercado de trabalho e o aumento da massa salarial comprovam a eficácia das políticas de valorização do trabalho e de dinamização produtiva, que mantêm a atividade econômica aquecida e reduzem a vulnerabilidade social herdada dos anos de desmonte.

Diante da histeria do setor financeiro, o Ministério da Fazenda manteve a postura de serenidade e firmeza programática. Conforme noticiou o Metrópoles, o ministro Dario Durigan informou que o governo federal encaminhará ao Congresso Nacional um Projeto de Lei com a determinação de mirar o centro da meta fiscal, estabelecida em 0,25% do PIB para 2026, com banda de tolerância que vai até o déficit zero.

A medida demonstra a seriedade da gestão na condução macroeconômica, sem abdicar da soberania conquistada no voto para aplicar os recursos públicos na garantia dos direitos sociais e no crescimento nacional.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. metropoles.comDólar sobe 9% pós-eleição, maior alta semanal desde 2008, e Bolsa cai 18%
  2. 2. agenciabrasil.ebc.com.brDólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008
  3. 3. www1.folha.uol.com.brDólar vai a R$ 5,44, maior cotação do ano; Bolsa cai com dados do mercado de trabalho e cenário político