Ladrões levam dois Renoir após invasão a museu na França
Criminosos visaram quatro telas avaliadas em € 9 milhões; duas foram abandonadas nos jardins durante a fuga.

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Em resumo
- Duas pinturas de Renoir foram roubadas do museu em Cagnes-sur-Mer nesta terça-feira (8).
- Os ladrões tentaram levar quatro obras avaliadas conjuntamente em 9 milhões de euros.
- A chegada da polícia levou os invasores a abandonar duas telas nos jardins do museu.
- Câmeras registraram a ação, e as polícias municipal e nacional procuram os suspeitos.
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Dois ladrões invadiram o Museu Renoir, em Cagnes-sur-Mer, no sul da França, e roubaram duas pinturas de Pierre-Auguste Renoir nesta terça-feira, 8 de setembro de 2026. Os criminosos visaram quatro obras avaliadas conjuntamente em 9 milhões de euros — cerca de R$ 53 milhões —, mas abandonaram duas telas nos jardins durante a fuga, segundo o relato atualizado da BBC News Brasil.
As obras levadas são Retrato de Madame Colonna Romano, de 1910, e Jeune fille au puits, de 1886. O alarme disparou às 5h48, no horário local, e a polícia municipal chegou cerca de cinco minutos depois. De acordo com o prefeito Bryan Masson, as sirenes da polícia e do museu levaram os invasores a correr pelos jardins e deixar parte do patrimônio para trás.
Invasores cortaram cerca e estruturas das molduras
Imagens de segurança mostram que os ladrões cortaram uma cerca para entrar nos jardins do museu. Segundo Masson, eles usavam capacetes, luvas e equipamentos de combate e carregavam uma faca elétrica e uma serra. As gravações também registraram o corte das estruturas que prendiam as molduras antes da fuga.
Além das duas telas recuperadas, os investigadores encontraram nos jardins duas bolsas com zíper que pertenceriam aos autores. As polícias municipal e nacional foram mobilizadas para identificar os suspeitos, reconstruir o trajeto usado na fuga e recuperar as pinturas.
“Os autores estão sendo procurados ativamente, e a investigação está em andamento.”
— Bryan Masson, prefeito de Cagnes-sur-Mer
Patrimônio público sob a mira de roubos mais violentos
O Museu Renoir funciona desde 1960 na antiga propriedade onde o pintor passou os últimos anos de vida e morreu, em 1919. O espaço, localizado perto de Nice, expõe 13 pinturas do artista, cerca de 40 esculturas, mobiliário, fotografias e objetos ligados à sua trajetória.
O ataque ocorre em um cenário de preocupação crescente com crimes contra museus e coleções europeias. A Europol alertou para o emprego de violência cada vez maior por grupos envolvidos nesse tipo de roubo. Em outubro de 2025, criminosos invadiram o Louvre, em Paris, durante o dia, usaram ferramentas elétricas e fugiram em scooters com oito joias.
O novo crime mostra como bens culturais destinados à memória e ao acesso coletivo se tornam alvos de ações organizadas e equipadas. A resposta rápida recuperou metade das telas retiradas, enquanto a mobilização policial busca devolver ao patrimônio público as duas obras de Renoir ainda desaparecidas.
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