Lula defende IA em português e soberania tecnológica
Em São José do Rio Preto, presidente defendeu tecnologia nacional e destacou o plano federal de R$ 23 bilhões até 2028.

Núcleo editorial
Atualizado em 07 de setembro de 2026
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Em resumo
- Lula defendeu o desenvolvimento de inteligência artificial em português para reduzir a dependência de tecnologias dos Estados Unidos e da China.
- O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê R$ 23 bilhões em investimentos públicos até 2028.
- Segundo o presidente, 178 milhões de pessoas já estão conectadas à plataforma Gov.br.
- Lula afirmou que o Redata pode atrair R$ 500 bilhões para a instalação de data centers no país.
- O presidente vinculou soberania tecnológica a investimentos em educação, serviços públicos e valorização do trabalho.
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Durante comício em São José do Rio Preto (SP), no sábado (5 de setembro), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Brasil avance no desenvolvimento de inteligência artificial em português. A proposta foi apresentada como parte de um projeto de soberania tecnológica, capaz de reduzir a dependência de soluções produzidas nos Estados Unidos e na China.
“Eu não quero ficar dependendo da China e nem dos EUA. Nós queremos inteligência artificial em português”, afirmou Lula durante o ato político. (Poder360)
Ao colocar o domínio da inteligência artificial entre as prioridades nacionais, Lula defendeu que o país participe da revolução digital como produtor de conhecimento e tecnologia, e não apenas como consumidor de ferramentas desenvolvidas no exterior.
Plano federal prevê R$ 23 bilhões até 2028
A defesa feita pelo presidente está amparada pelo Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, lançado pelo governo federal. O programa prevê R$ 23 bilhões em investimentos até 2028, destinados à infraestrutura, à capacitação profissional, à pesquisa e ao desenvolvimento de soluções nacionais. (Poder360)
O investimento público permite tratar a inteligência artificial como instrumento de desenvolvimento nacional, formação de trabalhadores e ampliação da capacidade científica do país. A estratégia se contrapõe à ideia de que o Brasil deve limitar-se a comprar serviços tecnológicos e entregar dados, infraestrutura e decisões estratégicas a plataformas estrangeiras.
Outra frente é o Marco da Inteligência Artificial, em debate no Congresso Nacional. O Projeto de Lei 2.338 de 2023 foi aprovado pelo Senado e aguarda votação na Câmara dos Deputados, em meio às discussões sobre as regras de regulação e fiscalização do setor. (Poder360)
Gov.br e data centers ampliam a infraestrutura digital
Lula também citou o Gov.br como exemplo da capacidade brasileira de construir soluções digitais de alcance nacional. Segundo o presidente, 178 milhões de pessoas já estão conectadas à plataforma, que reúne informações e serviços públicos. (Poder360)
No mesmo discurso, o presidente destacou a aprovação do Redata pelo Senado. De acordo com Lula, a medida pode atrair R$ 500 bilhões em investimentos para a instalação de data centers no Brasil, aproveitando a oferta de energia do país. Ele afirmou que as empresas responsáveis pelos empreendimentos terão de produzir a própria energia. (Poder360)
A combinação entre serviços públicos digitalizados, centros de processamento de dados e investimento em pesquisa fortalece a infraestrutura necessária para que o Brasil desenvolva suas próprias soluções. Nesse projeto, a atração de capital está vinculada à ampliação da capacidade tecnológica instalada no território nacional.
Educação sustenta o projeto de soberania tecnológica
Ao falar sobre inteligência artificial, Lula ressaltou que nenhum país se desenvolveu sem investir antes em educação. O presidente recordou a expansão de escolas, universidades e institutos federais promovida pelos governos do campo progressista e afirmou que os investimentos serão ampliados. (Valor Econômico)
Na disputa eleitoral, Lula também criticou adversários que, em sua avaliação, recorrem a mentiras e não apresentam propostas para o futuro. Em resposta, vinculou desenvolvimento tecnológico a compromissos concretos com a população, como valorização do salário mínimo acima da inflação, redução da fila do INSS, educação pública e geração de empregos. (Valor Econômico)
Ao defender uma inteligência artificial em português, o presidente apresenta um caminho no qual inovação, educação e serviços públicos avançam juntos. O compromisso é colocar a transformação digital a serviço do desenvolvimento brasileiro, da soberania nacional e das necessidades do povo, em vez de submeter o país às prioridades tecnológicas definidas pelas grandes potências.
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