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PF manda ouvir Galípolo, Campos Neto e André Esteves no caso Master

Os convocados serão ouvidos como testemunhas após depoimento citar reuniões e comunicações sobre a fiscalização; Ailton de Aquino será reinquirido.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • PF determinou que Gabriel Galípolo, Roberto Campos Neto e André Esteves sejam intimados como testemunhas no inquérito sobre o Banco Master.
  • Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central, também deverá prestar um novo depoimento.
  • As oitivas foram ordenadas após Paulo Sérgio Souza relatar reuniões e comunicações envolvendo dirigentes do BC e o BTG Pactual.
  • O presidente Lula defendeu transparência completa nas investigações e alertou para o uso eleitoral de vazamentos seletivos.

5 min de leitura

Sede do Banco Master
Reprodução

A Polícia Federal determinou, em despacho de 3 de agosto, que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ex-presidente da autarquia Roberto Campos Neto e o controlador do BTG Pactual, André Esteves, sejam intimados para depor no inquérito sobre a fiscalização do Banco Master. A ordem, revelada nesta quarta-feira (9), prevê que os três sejam ouvidos inicialmente como testemunhas.

O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, também será reinquirido. Segundo o Brasil 247, os depoimentos ainda não haviam ocorrido porque outros interrogatórios estavam na fila do mesmo inquérito. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento em 28 de agosto.

PF apura suspeita de cooptação de servidores do BC

A decisão de ouvir Galípolo, Campos Neto e Esteves foi tomada depois que os três apareceram no depoimento de Paulo Sérgio Souza, ex-chefe adjunto do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central e um dos investigados no caso.

A PF apura a suspeita de que Daniel Vorcaro tenha cooptado Paulo Sérgio e Belline Santana, que chefiava o mesmo departamento. Os investigadores suspeitam que os dois receberam vantagens indevidas para fornecer informações internas sobre a fiscalização do Master e prestar assessoria informal ao banqueiro perante a própria autoridade monetária. Ambos negam favorecimento indevido e participação em irregularidades.

Paulo Sérgio também negou ter recebido propina. Em seu relato, afirmou que comunicou a Ailton de Aquino a necessidade de encaminhar ao Ministério Público Federal informações relacionadas às suspeitas sobre o Master e disse ter participado de duas reuniões com Galípolo.

Segundo o ex-dirigente, no primeiro encontro ele apresentou como alternativas a liquidação do Master ou uma solução de mercado com o BTG. Galípolo teria pedido um voto de confiança para uma saída envolvendo o Banco de Brasília. Na segunda reunião, ainda de acordo com Paulo Sérgio, o atual presidente do BC teria afirmado que não faria uma comunicação por gestão temerária porque a informação recebida internamente apontava fraude na carteira do banco. É esse relato, ainda atribuído ao ex-dirigente, que a PF pretende esclarecer com as novas oitivas.

Relato cita Campos Neto, BTG e suposta fraude bilionária

Paulo Sérgio declarou que, em novembro de 2024, Ailton lhe informou que uma análise conduzida pelo BTG havia identificado uma suposta fraude de R$ 32 bilhões no Banco Master. Uma apresentação sobre o tema teria ocorrido em 3 de dezembro daquele ano, com a presença de Roberto Campos Neto, então presidente do BC. Conforme o depoimento, o BTG não entregou documentos na reunião.

A CartaCapital informou ainda que mensagens interceptadas registraram Vorcaro dizendo que o Banco Central havia pedido uma reunião dele com André Esteves, em abril de 2025, para ouvir uma proposta. Quando essas referências apareceram, o BTG negou ter pretendido comprar o Master e afirmou que realizou apenas aquisições pontuais de ativos considerados não problemáticos em momentos de falta de liquidez. Sobre a convocação de Esteves, o banco informou que não comentaria.

A defesa de Campos Neto declarou que não havia recebido a intimação e criticou a divulgação da ordem antes de uma comunicação formal. A manifestação não altera a condição indicada no despacho: Campos Neto, Galípolo e Esteves devem ser ouvidos inicialmente como testemunhas, não como investigados pelas irregularidades examinadas nesse inquérito.

Lula defende transparência completa no caso Master

Em meio à repercussão política e institucional do caso, o presidente Lula defendeu, nesta quarta-feira, a quebra completa do sigilo das investigações sobre todos os envolvidos, independentemente de quem sejam. Segundo a Agência Pública, Lula também apontou o impacto eleitoral de vazamentos seletivos.

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A posição do presidente reafirma o compromisso do governo com uma apuração ampla, capaz de alcançar interesses poderosos sem permitir que informações fragmentadas sejam transformadas em arma eleitoral. Ao ouvir autoridades de gestões diferentes do Banco Central e um dos principais nomes do mercado financeiro, a PF avança na tarefa de esclarecer como alertas sobre o Master circularam e quais decisões foram tomadas diante deles.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comPF intima Galípolo, Campos Neto e André Esteves para prestar depoimento no caso Banco Master
  2. 2. diariodocentrodomundo.com.brCaso Master: PF intima Galípolo, Campos Neto e André Esteves
  3. 3. cartacapital.com.brPF intima Campos Neto e Galípolo para dar depoimentos sobre o caso Master
  4. 4. iclnoticias.com.brPF intima Galípolo, Campos Neto e André Esteves para depoimento no caso Master
  5. 5. apublica.orgTrês decisões em 32 horas no STF: o relógio eleitoral de Mendonça e a hora de Fachin atuar
  6. 6. g1.globo.comPF manda intimar Galípolo, Campos Neto e André Esteves para dar depoimentos sobre Banco Master | G1
  7. 7. bbc.comAO VIVO: Fachin derruba decisões de ministros sobre PF e retira inquérito das Fake News de Moraes - BBC News Brasil