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Cobertura: Política brasileira

Base de Ricardo Nunes blinda prefeito e rejeita impeachment em São Paulo

Comissão Especial de São Paulo rejeita pedido por cinco votos a dois; oposição de esquerda acusa manobra deliberada para prejudicar eleitores e promete ir à Justiça.

BEM10 TV
Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • A Comissão Especial da Câmara Municipal de São Paulo arquivou o pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes por 5 votos a 2.
  • Bancadas do PSOL e do PT denunciaram redução deliberada da frota de ônibus para cerca de 70% no 2º turno da eleição presidencial.
  • Após o arquivamento conduzido pela base governista, parlamentares do campo progressista anunciaram que levarão o caso à Justiça.

4 min de leitura

Imagem da reportagem de jornalggn.com.br: Comissão da Câmara de SP arquiva pedido de impeachment contra Ricardo Nunes por falha no transporte no 2º turno
TRE-SP determinou que 100% da frota circulasse em 25 de outubro, dia da votação, mas apenas 70% dos ônibus estavam nas ruas; Prefeito alega alta demanda — Reprodução/jornalggn.com.br. Página-fonte

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

A Comissão Especial da Câmara Municipal de São Paulo arquivou, nesta terça-feira (3), o pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). O processo denunciava crimes de responsabilidade e infrações político-administrativas decorrentes da redução da frota de ônibus durante o segundo turno da eleição presidencial, realizado no último dia 25 de outubro, além de acusações de assédio eleitoral a favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

A blindagem foi confirmada por cinco votos a dois, reproduzindo a composição da base governista na Casa. Votaram pelo enterro imediato da denúncia o relator Major Palumbo (PP), o presidente do colegiado Rubinho Nunes (União Brasil), Dra. Sandra Tadeu (PL), Kenji Ito (Podemos) e Sandra Santana (MDB). Em defesa dos direitos da população trabalhadora e da lisura do pleito, votaram contra o arquivamento os vereadores Luana Alves (PSOL) e Hélio Rodrigues (PT). Com o resultado na comissão, a matéria é barrada antes de chegar ao plenário dos vereadores.

Frota reduzida e prejuízo ao direito ao voto

Durante o processo, os parlamentares do campo progressista sustentaram que a gestão municipal descumpriu a determinação da Justiça Eleitoral que exigia a circulação de 100% da frota — índice equivalente ao de um dia útil — para assegurar a mobilidade dos eleitores. Registros do aplicativo de geomonitoramento Businfo apontaram que somente 71,7% dos ônibus circulavam no início da tarde da votação, quadro que esvaziou linhas essenciais e provocou longas esperas em paradas e corredores de ônibus nas periferias da capital paulista.

"Foi caso pensado e não logístico, senão teríamos uma diminuição por igual em todas as regiões da cidade. É tentativa de manipulação eleitoral", afirmou Luana Alves.

A Prefeitura alegou que buscou evitar "gastos desnecessários" e sustentou que a oferta de 8.814 veículos teria atendido à demanda. Em seu relatório, Major Palumbo acolheu os argumentos do Executivo, sustentando a ausência de dolo e remetendo qualquer análise de infração à Justiça Eleitoral. O vereador Hélio Rodrigues (PT) apontou a gravidade da situação nos pontos e denunciou que o estrangulamento da circulação nas regiões periféricas configurou perseguição política.

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Ação progressista e desdobramentos na Justiça

A redução no transporte público em datas eleitorais repetiu um padrão registrado em outros centros urbanos no mesmo domingo, como Salvador, e mobilizou prontamente as forças populares. Na ocasião da votação de 25 de outubro, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva atuou com rapidez para garantir que nenhum cidadão fosse privado de exercer sua cidadania: denunciou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restrições semelhantes em nove estados e obteve decisão favorável no Supremo Tribunal Federal (STF). Por determinação do ministro Cristiano Zanin, a votação pôde ser prorrogada por duas horas, até as 19h, nos locais com urnas abertas e transporte prejudicado.

Derrotada na comissão controlada por partidos alinhados ao bolsonarismo e ao Palácio do Anhangabaú, a oposição já traçou os próximos passos de enfrentamento. A vereadora Luana Alves confirmou que as bancadas progressistas levarão as provas colhidas diretamente ao Judiciário.

"Por cinco votos a dois, arquivaram o pedido de impeachment do Ricardo Nunes, mas a nossa luta continua. Primeiro, a gente vai para a justiça, porque ele cometeu crime eleitoral. A tentativa de impeachment pela Câmara era um dos caminhos", declarou Luana Alves.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. metropoles.comComissão especial arquiva pedido de impeachment contra Ricardo Nunes
  2. 2. revistaforum.com.brCâmara de SP arquiva pedido de impeachment contra Ricardo Nunes por falta de ônibus no 2° turno - Revista Fórum
  3. 3. jornalggn.com.brComissão da Câmara de SP arquiva pedido de impeachment contra Ricardo Nunes por falha no transporte no 2º turno
  4. 4. agenciabrasil.ebc.com.brCâmara de SP arquiva pedido de impeachment contra Ricardo Nunes