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Cobertura: Geopolítica

Cuba avalia risco real de invasão dos EUA e mobiliza resistência

Embaixador no Brasil denuncia declarações bélicas de Donald Trump, relata impactos severos do bloqueio e afirma que o povo cubano defenderá sua soberania.

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Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • O embaixador Victor Manuel Cairo Palomo alertou que Cuba considera concreta a ameaça militar dos EUA e mobiliza a população para a defesa nacional.
  • A asfixia imposta por Washington gerou crise energética, fuga de empresas e fez dobrar a taxa de mortalidade infantil na ilha caribenha.
  • Na ONU, 130 nações, incluindo o Brasil sob o governo Lula, votaram contra o bloqueio ilegal mantido pela Casa Branca há mais de seis décadas.

4 min de leitura

Imagem da reportagem de cenariomt.com.br: Cuba considera real o risco de invasão militar pelos EUA | CenárioMT
Embaixador cubano no Brasil afirma que o país se prepara para uma possível ofensiva militar dos Estados Unidos em meio ao aumento das sanções econômicas e das… — Reprodução/cenariomt.com.br — Foto: Cuba considera real o risco de invasão militar pelos EUA - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênci.... Página-fonte

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O governo de Cuba considera concreto o risco de uma agressão militar direta por parte dos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump. O alerta foi emitido nesta quinta-feira (29) pelo embaixador cubano no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, em entrevista à Agência Brasil. O diplomata destacou que o país caribenho não pode ignorar as declarações belicistas de Washington e já estrutura a preparação de seu povo para defender o território nacional.

O povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA. O governo e o povo cubanos não podem ignorar as pretensões dos EUA de uma invasão a Cuba. Isso é real. — Victor Manuel Cairo Palomo, embaixador de Cuba no Brasil, em entrevista à Agência Brasil

Segundo o diplomata, a comunidade internacional e a imprensa não podem normalizar a perspectiva de um ataque armado contra a ilha caribenha. Palomo reforçou que a soberania é um valor inegociável para a maioria da população cubana, forjada em décadas de dignidade e enfrentamento às pressões estrangeiras.

Escalada retórica e sanções asfixiantes da Casa Branca

A apreensão de Havana se apoia em atos e declarações públicas acumuladas desde que Trump retornou ao poder, em janeiro de 2025. Em março deste ano, o líder estadunidense afirmou que teria a “honra de tomar Cuba”. Já em outubro, declarou que pretendia agir contra a ilha após o desfecho do conflito no Irã, onde os Estados Unidos e Israel mantêm ações militares conjuntas desde fevereiro. Embora Trump tenha chegado a mencionar em outro momento a hipótese de um acordo sem emprego de tropas, o cerco prático operado pelo secretário de Estado Marco Rubio indica um roteiro deliberado de sufocamento institucional e econômico.

Em janeiro de 2026, a Casa Branca chegou a enquadrar Cuba formalmente como uma “ameaça incomum e extraordinária”, acusação que Palomo rechaçou taxativamente:

Cuba não é uma ameaça para os EUA. Um país bloqueado, pequeno e economicamente asfixiado não tem a capacidade de pôr em risco a primeira potência do mundo. Essa acusação é ridícula. — Victor Manuel Cairo Palomo

O embaixador ponderou ainda que um conflito deflagrado a apenas 90 milhas da costa norte-americana geraria instabilidade sem precedentes no continente e provocaria ampla rejeição entre os próprios cubanos residentes nos Estados Unidos. “Eles não têm guerras em suas fronteiras há muito tempo. Uma guerra em Cuba vai afetar toda a região. Uma guerra em Cuba pode começar, você não sabe como vai terminar”, advertiu.

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O custo humano do bloqueio e a solidariedade do Brasil

A agressão norte-americana não se limita a planos bélicos; ela já opera por meio de uma asfixia econômica sistemática. De acordo com informações reunidas pelo portal ICL Notícias, a Casa Branca impôs sanções secundárias e ameaças a petroleiros que deixaram Cuba sem receber carregamentos de petróleo por três meses consecutivos, causando apagões diários de até dez horas em Havana, além de provocar a debandada da bandeira Visa e de redes hoteleiras.

Mais de 7 mil contêineres adquiridos por Cuba permanecem retidos em portos do Caribe diante do temor de retaliações jurídicas e financeiras norte-americanas às transportadoras. Em paralelo, a Justiça dos EUA decretou recentemente a prisão do líder revolucionário Raúl Castro e endureceu sanções voltadas a empresas de tecnologia.

Em resposta à barbárie econômica, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas aprovou, com 130 votos, uma nova resolução condenando o embargo unilateral. Alinhado aos princípios humanitários, à soberania dos povos e à defesa intransigente do direito internacional, o Brasil sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva votou favoravelmente ao fim do bloqueio. A postura soberana do governo federal contrasta com a submissão de governos de direita que cederam às chantagens de Washington e reforça o compromisso histórico da política externa progressista brasileira em apoiar a autodeterminação e a integridade da América Latina.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. iclnoticias.com.brSob pressão de Trump, Cuba comemora aprovação na ONU contra bloqueio
  2. 2. agenciabrasil.ebc.com.brRisco de invasão de Cuba pelos EUA é real, avalia embaixador
  3. 3. metronews.com.brCuba alerta sobre risco real de invasão pelos EUA, afirma embaixador
  4. 4. cenariomt.com.brCuba considera real o risco de invasão militar pelos EUA | CenárioMT