Cuba avalia risco real de invasão dos EUA e mobiliza resistência
Embaixador no Brasil denuncia declarações bélicas de Donald Trump, relata impactos severos do bloqueio e afirma que o povo cubano defenderá sua soberania.

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Em resumo
- O embaixador Victor Manuel Cairo Palomo alertou que Cuba considera concreta a ameaça militar dos EUA e mobiliza a população para a defesa nacional.
- A asfixia imposta por Washington gerou crise energética, fuga de empresas e fez dobrar a taxa de mortalidade infantil na ilha caribenha.
- Na ONU, 130 nações, incluindo o Brasil sob o governo Lula, votaram contra o bloqueio ilegal mantido pela Casa Branca há mais de seis décadas.
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O governo de Cuba considera concreto o risco de uma agressão militar direta por parte dos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump. O alerta foi emitido nesta quinta-feira (29) pelo embaixador cubano no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, em entrevista à Agência Brasil. O diplomata destacou que o país caribenho não pode ignorar as declarações belicistas de Washington e já estrutura a preparação de seu povo para defender o território nacional.
O povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA. O governo e o povo cubanos não podem ignorar as pretensões dos EUA de uma invasão a Cuba. Isso é real. — Victor Manuel Cairo Palomo, embaixador de Cuba no Brasil, em entrevista à Agência Brasil
Segundo o diplomata, a comunidade internacional e a imprensa não podem normalizar a perspectiva de um ataque armado contra a ilha caribenha. Palomo reforçou que a soberania é um valor inegociável para a maioria da população cubana, forjada em décadas de dignidade e enfrentamento às pressões estrangeiras.
Escalada retórica e sanções asfixiantes da Casa Branca
A apreensão de Havana se apoia em atos e declarações públicas acumuladas desde que Trump retornou ao poder, em janeiro de 2025. Em março deste ano, o líder estadunidense afirmou que teria a “honra de tomar Cuba”. Já em outubro, declarou que pretendia agir contra a ilha após o desfecho do conflito no Irã, onde os Estados Unidos e Israel mantêm ações militares conjuntas desde fevereiro. Embora Trump tenha chegado a mencionar em outro momento a hipótese de um acordo sem emprego de tropas, o cerco prático operado pelo secretário de Estado Marco Rubio indica um roteiro deliberado de sufocamento institucional e econômico.
Em janeiro de 2026, a Casa Branca chegou a enquadrar Cuba formalmente como uma “ameaça incomum e extraordinária”, acusação que Palomo rechaçou taxativamente:
Cuba não é uma ameaça para os EUA. Um país bloqueado, pequeno e economicamente asfixiado não tem a capacidade de pôr em risco a primeira potência do mundo. Essa acusação é ridícula. — Victor Manuel Cairo Palomo
O embaixador ponderou ainda que um conflito deflagrado a apenas 90 milhas da costa norte-americana geraria instabilidade sem precedentes no continente e provocaria ampla rejeição entre os próprios cubanos residentes nos Estados Unidos. “Eles não têm guerras em suas fronteiras há muito tempo. Uma guerra em Cuba vai afetar toda a região. Uma guerra em Cuba pode começar, você não sabe como vai terminar”, advertiu.
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O custo humano do bloqueio e a solidariedade do Brasil
A agressão norte-americana não se limita a planos bélicos; ela já opera por meio de uma asfixia econômica sistemática. De acordo com informações reunidas pelo portal ICL Notícias, a Casa Branca impôs sanções secundárias e ameaças a petroleiros que deixaram Cuba sem receber carregamentos de petróleo por três meses consecutivos, causando apagões diários de até dez horas em Havana, além de provocar a debandada da bandeira Visa e de redes hoteleiras.
Mais de 7 mil contêineres adquiridos por Cuba permanecem retidos em portos do Caribe diante do temor de retaliações jurídicas e financeiras norte-americanas às transportadoras. Em paralelo, a Justiça dos EUA decretou recentemente a prisão do líder revolucionário Raúl Castro e endureceu sanções voltadas a empresas de tecnologia.
Em resposta à barbárie econômica, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas aprovou, com 130 votos, uma nova resolução condenando o embargo unilateral. Alinhado aos princípios humanitários, à soberania dos povos e à defesa intransigente do direito internacional, o Brasil sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva votou favoravelmente ao fim do bloqueio. A postura soberana do governo federal contrasta com a submissão de governos de direita que cederam às chantagens de Washington e reforça o compromisso histórico da política externa progressista brasileira em apoiar a autodeterminação e a integridade da América Latina.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. iclnoticias.com.brSob pressão de Trump, Cuba comemora aprovação na ONU contra bloqueio
- 2. agenciabrasil.ebc.com.brRisco de invasão de Cuba pelos EUA é real, avalia embaixador
- 3. metronews.com.brCuba alerta sobre risco real de invasão pelos EUA, afirma embaixador
- 4. cenariomt.com.brCuba considera real o risco de invasão militar pelos EUA | CenárioMT
