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Cobertura: Eleições 2026

Fandoms de k-pop e divas pop viram pesadelo da extrema direita

Estudo da UFF mostra como a união de cultura pop, identidade e engajamento digital impulsionou a campanha de Lula e desmontou o bolsonarismo.

BEM10 TV
Redação BEM10.TV

Núcleo editorial

2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala durante entrevista concedida em junho de 2023
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista em junho de 2023 — Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil. Wikimedia Commons · CC BY

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Enquanto o bolsonarismo apostava no velho maquinário de pânico moral e mentiras em série, a juventude encontrou nas redes uma resposta muito mais afiada: a linguagem da cultura pop. Em entrevista transmitida no YouTube pelo Brasil de Fato, a professora e pesquisadora Adriana Amaral, coordenadora do Laboratório Cultpop da Universidade Federal Fluminense (UFF), detalhou como os fandoms entraram com força na campanha do segundo turno de Luiz Inácio Lula da Silva, consolidando uma barreira digital intransponível contra Flávio Bolsonaro.

O fenômeno, analisado em relatório recém-lançado pela equipe da pesquisadora, mostrou fã-clubes com milhões de seguidores colocando seu poder de fogo a serviço da defesa democrática. A mobilização teve protagonismo evidente das comunidades de música, com destaque absoluto para os fãs do grupo sul-coreano BTS e de divas pop internacionais.

Essas pessoas entenderam que as questões de identidade delas são identidades políticas também. Então, essa coalizão entre identidade, cultura e política fez todo sentido na cabeça das pessoas e gerou essa mobilização. Adriana Amaral, coordenadora do Laboratório Cultpop da UFF

A pesquisadora aponta que essas redes são formadas majoritariamente por mulheres, pessoas negras e a população LGBT+. Ao perceberem o risco que o projeto extremista representava sobre suas vidas, esses coletivos transformaram sua capacidade de organização em engajamento eleitoral, aplicando táticas digitais de gamificação — com metas, missões e pontuações cotidianas parecidas com as adotadas pelo chamado Exército do Lula.

A resposta da juventude provou que a paixão cultural, quando conectada à defesa de direitos e ao projeto popular de Lula, tem fôlego de sobra para desmontar qualquer gabinete do ódio.

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Fontes desta notícia

A publicação original comprova o que foi dito. As demais fontes verificam contexto e alegações.

  1. 1. brasildefato.com.brFã-clubes com Lula representam ‘coalizão entre identidade, cultura e política’, afirma pesquisadora
  2. 2. YouTube — Brasil de FatoÉ DE MANHÃ - 27.03.26 - STF define rumo da CPMI do INSS, e Trump volta a adiar ameça de ataque ao Ir