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Cobertura: Política brasileira

Governo federal aciona PF contra ataques a indígenas em MS

O Ministério dos Povos Indígenas mobilizou a Polícia Federal para investigar atentados e ameaças após o resultado das eleições presidenciais.

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Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • O MPI acionou a PF após denúncias de assassinatos, incêndio de casa de reza e ameaça de envenenamento de água em Mato Grosso do Sul.
  • Em Tacuru, um servidor público foi afastado depois de divulgar áudio defendendo o envenenamento da água da comunidade Sassoró.
  • Força-tarefa reúne o MPI e os ministérios dos Direitos Humanos e da Igualdade Racial para identificar os responsáveis pelas agressões.

4 min de leitura

Imagem da reportagem de revistaforum.com.br: PF investiga ataques contra indígenas após eleições no MS e realiza operação no RS - Revista Fórum
A Polícia Federal foi acionada nesta quinta-feira (29) pelo Ministério dos Povos Indígenas para investigar denúncias de violência contra comunidades Guarani e — Reprodução/revistaforum.com.br. Página-fonte

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O governo federal, por meio do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), acionou a Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (29) para investigar uma onda de agressões, atentados e perseguições políticas cometidas contra as comunidades Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul. A ofensiva das milícias rurais e setores locais ocorreu logo após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

As denúncias organizadas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), pela Fundação dos Povos Indígenas (Funai) e pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) apontam para episódios gravíssimos de violência política e racismo. Entre os casos sob apuração de agentes federais e do Ministério Público Federal (MPF), estão assassinatos na região de Naviraí e Coronel Sapucaia, a destruição criminosa de patrimônio sagrado e tentativas de impedir o acesso de comunidades a bens fundamentais, como água potável.

Em resposta imediata para assegurar a vida dos povos originários e conter a violência financiada por grupos conservadores do campo, o MPI estruturou uma articulação direta com a Polícia Federal, além de mobilizar o Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas (Demed). A apuração também integra os ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania e da Igualdade Racial.

Ameaça de envenenamento da água e intolerância em Tacuru

No município de Tacuru, extremo sul de Mato Grosso do Sul, o Ministério Público Federal abriu apuração formal sobre a gravação de áudio atribuída a um funcionário da prefeitura local que propunha retaliação violenta pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na gravação, o servidor incita o envenenamento dos caminhões-pipa que abastecem a aldeia Sassoró.

"ponha (sic) veneno na água, (vamos) matar essas praga na água" — Gravação atribuída a funcionário público em Tacuru (MS), conforme apuração da PF e do MPF

Após o episódio se tornar público, o servidor foi afastado de suas funções. Como a região enfrenta escassez hídrica e os indígenas dependem historicamente do abastecimento externo, o terror imposto fez com que moradores temessem até consumir a água entregue, como detalhou a coordenação jurídica da Apib.

Também em Tacuru, na aldeia Jaguapiré, a violência de viés racista e religioso culminou no incêndio intencional da casa de reza da líder espiritual Ñandesy Roberta, de 90 anos. O fogo destruiu completamente o espaço cerimonial e instrumentos sagrados da tradição Guarani e Kaiowá, como o takua, o xiru, o mbaraka e o mimby.

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Mobilização federal e enfrentamento às milícias do campo

Além das perseguições e discursos de ódio, o Cimi apontou que a circulação de caminhonetes armadas já vinha sendo utilizada antes mesmo da votação para coagir os eleitores indígenas nas aldeias sul-mato-grossenses. Em Naviraí, uma família inteira foi assassinada na noite de domingo (25), enquanto em Coronel Sapucaia um homem indígena morreu vítima de atropelamento intencional.

A escalada de violência política pós-eleitoral foi igualmente levada ao Congresso pela deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG), que alertou para incêndios no território dos Tikm’n (Maxakali), em Minas Gerais, e perseguições relatadas pela Apib contra indígenas da etnia Terena e povos do interior paulista.

Ao colocar a Polícia Federal e a força-tarefa ministerial a serviço das comunidades tradicionais, o governo Lula reafirma na prática seu compromisso inegociável com a integridade física, territorial e democrática das populações indígenas, enfrentando a opressão imposta pelos interesses predatórios que historicamente atuam no campo.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. revistaforum.com.brPF investiga ataques contra indígenas após eleições no MS e realiza operação no RS - Revista Fórum
  2. 2. brasildefato.com.brPolícia Federal investiga onda de violência contra indígenas no Mato Grosso do Sul após as eleições
  3. 3. agenciabrasil.ebc.com.brIndígenas de MS denunciam casos de violência e ameaças após eleição
  4. 4. romanews.com.brIndígenas denunciam racismo e ameaças após eleições no MS | Roma News