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Cobertura: Política brasileira

Unicef revela que nenhum país do G20 pune adolescentes como adultos

Levantamento desmonta discurso punitivista da direita e reforça a atuação do governo no Senado contra a redução da maioridade penal.

BEM10 TV
Redação BEM10.TV

Núcleo editorial

Atualizado em 04 de novembro de 2026

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Em resumo

  • Levantamento do Unicef aponta que todas as 19 nações do G20 fixam a maioridade penal aos 18 anos e mantêm justiça especializada para jovens.
  • No Brasil, adolescentes já respondem perante a Justiça a partir dos 12 anos em sistema socioeducativo voltado à recuperação.
  • O Senado aprovou a PEC da Segurança Pública sem emendas da oposição que tentavam reduzir a maioridade penal para 16 ou 14 anos.

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Imagem da reportagem de araraquaranews.com.br: Nenhum país do G20 fixa maioridade penal abaixo dos 18 anos, mostra Unicef - Araraquara News
Levantamento destaca que o Brasil responsabiliza adolescentes aos 12 anos em sistema próprio, enquanto o Senado rejeita mudar o limite na PEC da Segurança. — Reprodução/araraquaranews.com.br. Página-fonte

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) comprovou que nenhum dos 19 países integrantes do G20 aplica maioridade penal inferior a 18 anos. O estudo internacional desmonta a retórica punitivista frequentemente impulsionada pela extrema direita no Brasil, demonstrando que as economias mais desenvolvidas do planeta tratam jovens por meio de justiças especializadas e não no sistema prisional convencional.

Segundo os dados do Unicef, todas as 19 nações que compõem o grupo econômico, além do bloco da América Latina, estabelecem a fronteira da maioridade penal nos 18 anos como regra geral. A organização enfatiza que a maioridade penal representa o marco etário a partir do qual o indivíduo passa a ser julgado como adulto, sujeito ao encarceramento em presídios comuns.

Responsabilização sem encarceramento precoce

O documento internacional faz uma distinção técnica fundamental entre maioridade penal e idade de responsabilização criminal. No Brasil, jovens que cometem infrações já são submetidos à lei e responsabilizados a partir dos 12 anos, inseridos nas medidas do sistema socioeducativo previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Essa responsabilização precoce coloca o Brasil ao lado de países como África do Sul, Canadá, Indonésia e México. Em nações como Alemanha, Argentina, Japão e Itália, a idade inicial de responsabilidade é mais alta, fixada em 14 anos, enquanto na França começa aos 13 e na China aos 16 anos. Na América Latina, a regra dos 12 anos também vigora em Costa Rica, Equador, Honduras e Panamá, ao passo que Chile, Colômbia e Peru iniciam o processo aos 14.

O representante do Unicef no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman, ressaltou que as potências do G20 concentram 60% da população mundial e concordam que punir não exige submeter jovens ao cárcere de adultos:

"Misturar adolescentes e adultos no mesmo sistema prisional pode fazer o contrário do esperado: em vez de afastá-los do crime, pode aproximá-los de redes criminosas mais estruturadas, ao mesmo tempo em que rompe seus vínculos com a escola, a família e a comunidade."

Gonzalez-Aleman ainda sublinhou que a reincidência de jovens no sistema socioeducativo é consideravelmente menor do que nas prisões de adultos, tornando o modelo especializado mais eficiente para a sociedade.

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Governo atua no Senado e barra retrocessos punitivistas

A divulgação dos dados internacionais coincide com uma vitória das garantias sociais no Congresso Nacional. Durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, considerada uma das prioridades da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a bancada conservadora tentou empurrar a redução da maioridade penal para 16 ou 14 anos por meio de emendas de plenário.

A decisão expressa a linha de responsabilidade do governo Lula com a cidadania e com a proteção da juventude da classe trabalhadora, que historicamente compõe a maioria das vítimas do encarceramento em massa. Em vez de recorrer a soluções fáceis que superlotam presídios e alimentam facções criminosas, as evidências colhidas pelo Unicef revelam que estados norte-americanos como Nova York, Carolina do Norte e Connecticut recentemente revisaram legislações anteriores para retirar adolescentes das prisões comuns após constatarem que o encarceramento juvenil não diminuiu a criminalidade.

Ao manter as diretrizes internacionais e preservar o Estatuto da Criança e do Adolescente, o campo progressista assegura uma política de segurança focada nas causas estruturais da violência, reforçando o compromisso com a ressocialização, o acesso à educação e o futuro dos adolescentes brasileiros.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. agenciabrasil.ebc.com.brUnicef: nenhum país do G20 tem maioridade penal abaixo dos 18 anos
  2. 2. unicef.orgNenhum país do G20 tem maioridade penal abaixo dos 18 anos
  3. 3. araraquaranews.com.brNenhum país do G20 fixa maioridade penal abaixo dos 18 anos, mostra Unicef - Araraquara News