Candidato do MBL finge ser petista para surrupiar adesivo de Lula
Gabriel Piauhy gravou a si mesmo recolhendo panfletos em comitês progressistas, incentivou sabotagem e apagou o vídeo após o vexame.

Núcleo editorial
2 min de leitura

Ouça esta leitura
Duração disponível ao iniciar
Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
A voz natural está indisponível para este artigo. A alternativa usa a voz deste navegador, que pode soar diferente.
Um candidato a deputado federal derrotado nas urnas resolveu demonstrar nas redes a sua concepção particular de disputa política: entrar disfarçado em comitês populares para recolher santinhos e adesivos alheios. Gabriel Piauhy, integrante do Missão — partido gestado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) —, publicou um vídeo em que fingiu apoiar Luiz Inácio Lula da Silva para retirar materiais de campanha de circulação em São Paulo.
O registro, resgatado no X pelo perfil Abel Ferreira Comunista!, mostra o ex-filiado ao PL anunciando que ensinaria seus seguidores a “enganar um bando de petista”. Piauhy e três comparsas circularam por sedes do PT e do PCdoB para carregar pilhas de panfletos, adesivos e banners de apoio a Lula, exibindo tudo em seguida sobre uma mesa como se tivessem executado uma operação de inteligência.
Não satisfeito com o próprio papelão, Piauhy convocou sua audiência a replicar a prática nos bairros: “Minha parte eu fiz, quer ajudar nessa batalha? Vá até o comitê mais próximo. […] Inventa alguma coisa, mano. Essa é a nova campanha contra o PT, tire material petista das ruas”.
A bravata durou pouco. Diante da repercussão imediata documentada pelo Diário do Centro do Mundo, a publicação foi apagada. O diretório estadual do PT paulista repudiou a ação, classificando a conduta como uma prática que “celebra a mentira e o desrespeito à disputa democrática”, além de informar que a assessoria jurídica avalia providências legais cabíveis.
Encurralado pelo próprio conteúdo, Piauhy alegou que não cometeu irregularidades e que o vídeo seria apenas uma sátira referente a críticas feitas pela campanha de Lula a Flávio Bolsonaro. Admitiu ter excluído a postagem simplesmente porque “a sátira pegou mal”. O partido Missão apressou-se a declarar que desconhecia a iniciativa. Restou a Piauhy o saldo real de sua carreira eleitoral: míseros 5.169 votos, uma derrota consumada e a vergonha pública de comemorar furto de panfleto.
Carregando enquete…
Comentários
Sem comentários · Membros comentam com o @ do seu canal no YouTube.
Espaço dos membros
Comentar é um benefício de quem é membro da BEM10.TV.
A membresia é a assinatura do canal de Bemvindo no YouTube. Ela libera os comentários, os jogos diários, o Museu Digital e mais. Se você já é membro, entre na sua conta.
Carregando comentários…
Fontes desta notícia
A publicação original comprova o que foi dito. As demais fontes verificam contexto e alegações.
