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Cobertura: Política brasileira

Justiça manda fábrica reintegrar 22 demitidos após vitória de Lula

Decisão liminar em Fortaleza barra perseguição política patronal e fixa multa diária caso confecção não reintegre operários dispensados após eleição de Lula.

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Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • A Justiça do Trabalho fixou prazo de 48 horas para a fábrica Gout Jeans reintegrar 22 operários demitidos após o resultado eleitoral.
  • A magistrada apontou prova documental de cartazes e áudios que comprovam nexo causal entre o voto em Lula e a perseguição patronal.
  • Caso descumpra a ordem judicial, a empresa enfrentará multa diária de R$ 5 mil por trabalhador e terá de publicar retratação pública.

4 min de leitura

Imagem da reportagem de cn7.com.br: Justiça determina reintegração de 22 trabalhadores de fábrica em Fortaleza após eleições - CN7
O retorno deve ocorrer em até 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil — Reprodução/cn7.com.br. Página-fonte

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A Justiça do Trabalho determinou a imediata reintegração de pelo menos 22 trabalhadores da fábrica de confecções Gout Jeans, em Fortaleza, que foram sumariamente demitidos na segunda-feira, 26 de outubro, primeiro dia útil após o segundo turno que reelegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão atende a um pedido de tutela provisória de urgência apresentado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Ação Civil Pública contra a empresa, de titularidade de Gutemberg Bittencourt de Oliveira.

A magistrada Manuela de Albuquerque Viana estabeleceu o prazo de 48 horas para a volta dos trabalhadores, sob pena de multa diária de R$ 5 mil por operário que continuar afastado, além de obrigar o restabelecimento integral de contratos, funções, salários e benefícios. A medida freia a tentativa patronal de punir trabalhadores pelo exercício soberano da cidadania e pela vitória eleitoral do campo popular.

Perseguição patronal e nexo com a votação

Conforme a apuração do MPT documentada pelo Brasil de Fato, o empresário realizou ameaças antes da votação contra quem declarasse apoio a Lula, ordenou a fixação de cartazes depreciativos no interior da fábrica e convocou uma reunião geral logo após o pleito para dispensar os funcionários em meio a ofensas verbais.

Ao examinar áudios, imagens e documentos, a magistrada destacou que a conduta visava constranger e retaliar a preferência eleitoral dos empregados, violando a Lei 9.029/1995, a Constituição Federal e a Convenção 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A realização de reunião pelo titular da demandada no primeiro dia útil após o resultado do segundo turno das eleições, seguida do anúncio sumário e explícito do desligamento de pelo menos vinte e dois trabalhadores sob ultrajes verbais e alusões à sua orientação eleitoral, estabelece nexo de causalidade direto e inequívoco entre o desligamento massivo e a discriminação por motivação político-partidária. — Manuela de Albuquerque Viana, juíza do Trabalho substituta

Multas diárias e retratação institucional

Além de ordenar o retorno dos 22 empregados, o que pode acumular R$ 110 mil por dia de multa caso nenhum seja reincorporado, segundo registro do portal Ceará Agora, a determinação judicial impõe uma série de medidas de reparação. A fábrica terá cinco dias para entregar a lista nominal dos demitidos, termos rescisórios e os registros de funcionários de setembro e outubro de 2026, sob pena de multa de R$ 20 mil.

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A empresa também foi obrigada a divulgar um comunicado formal de retratação aos funcionários e em suas redes sociais por 15 dias no feed e 7 dias nos stories, garantindo que a preferência política é um direito inegociável, segundo detalhou o portal CN7. A Justiça ainda vetou novos atos de assédio e marcou audiência inicial para o dia 13 de novembro de 2026.

O empresário Gutemberg Bittencourt, que se declara de direita, negou ao UOL as demissões por perseguição política, declarou que pretende apresentar dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para comprovar sua versão e negou a autoria dos áudios anexados aos autos.

Ofensiva nacional contra o assédio eleitoral

A resposta judicial no Ceará insere-se em um movimento mais amplo de contenção dos abusos cometidos contra a classe trabalhadora. Na mesma semana, conforme noticiado pelo ICL Notícias, a 77ª Vara do Trabalho de São Paulo ordenou que a Meta retire do ar postagens que incitem patrões a vigiar e demitir operários por razões eleitorais, em ação civil pública que cobra R$ 50 milhões em danos morais coletivos.

A rápida atuação das instituições do trabalho reforça que a soberania expressa nas urnas com a eleição de Lula é respaldada pela legislação brasileira, blindando quem vive da própria força de trabalho contra chantagens econômicas de setores inconformados com o resultado democrático.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. iclnoticias.com.brJustiça manda Meta remover conteúdos de assédio eleitoral contra trabalhadores - ICL Notícias
  2. 2. brasildefato.com.brJustiça do Trabalho manda empresa de Fortaleza reintegrar 22 funcionários demitidos após vitória de Lula
  3. 3. cearaagora.com.brJustiça dá 48 horas para empresa de Fortaleza reintegrar 22 funcionários demitidos por suposta perseguição política após votarem em Lula
  4. 4. cn7.com.brJustiça determina reintegração de 22 trabalhadores de fábrica em Fortaleza após eleições - CN7